Orpheu

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*ORPHEU* REVISTA TRIMESTRAL DE LITERATURA VOLUME I LISBOA TYPOGRAPHIA Do COMMERCIO 10, RUA DA OLIVEIRA (AO CARMO), 10 1915

Propriedade de: ORPHEU, L.^da Editor: ANTONIO FERRO

DIRECÇÃO
PORTUGAL Luiz de Montalvôr—17, Caminho do Forno do Tijolo—LISBOA

BRAZIL Ronald de Carvalho—104, Rua Humaytá—RIO DE JANEIRO *ANO I—1915* *No 1* *Janeiro-Fevereiro-Março*

SUMARIO

LUIZ DEMONTALVÔR.............................................................................................................. Introducção MARIO DE SÁ-CARNEIRO.................................................................. Para os "Indicios de Oiro" (poemas) RONALD DE CARVALHO................................................................................................................ Poemas FERNANDOPESSOA..................................................................................... O Marinheiro (drama estático) ALFREDO PEDRO GUISADO................................................................................................. Treze sonetos JOSÉ DE ALMADA-NEGREIROS.......................................................................................... Frizos (prosas)CÔRTES-RODRIGUES....................................................................................................................... Poemas ALVARO DE CAMPOS.............................................................................................. Opiário e Ode Triunfal

Oficinas: Tipografia do Comércio—10, Rua da Oliveira, ao Carmo LISBOA

INTRODUCÇÃO
O que é propriamente revista em sua essencia de vida equotidiano, deixa-o de ser ORPHEU_, para melhor se engalanar do seu titulo e propôr-se. E propondo-se, vincula o direito de em primeiro lugar se desassemelhar de outros meios, maneiras de formas de realisar arte, tendo por notavel nosso volume de Beleza não ser incaracteristico ou fragmentado, como literarias que são essas duas formas de fazer revista ou jornal. Puras e raras suas intenções como seudestino de Beleza é o do:—Exilio! Bem propriamente, ORPHEU, é um exilio de temperamentos de arte que a querem como a um segrêdo ou tormento… Nossa pretenção é formar, em grupo ou ideia, um numero escolhido de revelações em pensamento ou arte, que sobre este principio aristocratico tenham em_ ORPHEU _o seu ideal esotérico e bem nosso de nos sentirmos e conhecermo-nos. A photographia de geração, raçaou meio, com o seu mundo immediato de exhibição a que frequentemente se chama literatura e é sumo do que para ahi se intitula revista, com a variedade a inferiorisar pela egualdade de assumptos (artigo, secção ou momentos) qualquer tentativa de arte— deixa de existir no texto preocupado de_ ORPHEU_.

Isto explica nossa ansiedade e nossa essencia! Esta linha de que se quer acercar em_ Beleza_,ORPHEU, necessita de vida e palpitação, e não é justo que se esterilise individual e isoladamente cada um que a sonhar nestas cousas de pensamento, lhes der orgulho, temperamento e esplendor—mas pelo contrario se unam em selecção e a dêem aos outros que, da mesma especie, como raros e interiores que são, esperam ansiosos e sonham nalguma cousa que lhes falta,—do que resulta uma procura esthética depermutas: os que nos procuram e os que nós esperamos… Bem representativos da sua estructura, os que a formam em_ ORPHEU_, concorrerão a dentro do mesmo nivel de competencias para o mesmo rithmo, em elevação, unidade e discreção, de onde dependerá a harmonia esthética que será o typo da sua especialidade. E assim, esperançados seremos em ir a direito de alguns desejos de bom gosto e refinadospropositos em arte que isoladamente vivem para ahi, certos que assignalamos como os primeiros que somos em nosso meio, alguma cousa de louvavel e tentamos por esta forma, já revelar um signal de vida, esperando dos que formam o publico leitor de selecção, os esforços do seu contentamento e carinho para com a realisação da obra literaria de_ ORPHEU_._

LUIS DE MONTALVÔR.

Sobre fossos de Vago,...
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