Oportunidades no mercado brasileiro de produtos e equipamentos médicos

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  • Publicado : 9 de maio de 2012
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Oportunidades no Mercado Brasileiro de Produtos e Equipamentos Médicos
O mercado de produtos e equipamentos médicos no Brasil, estimado em quase R$ 8 bilhões (US$ 4,5 bilhões), está em expansão. Depois de um crescimento de 6% em 2011, na comparação com 2010, deve aumentar mais 10% em 2012, segundo estimativas da ABIMO – Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos,Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios. O otimismo da indústria leva em conta as perspectivas de crescimento do País que deve ultrapassar 6% este ano. No mercado farmacêutico, por exemplo, a e expectativa é que haja um crescimento de 13% em 2013.
Segundo dados levantados por uma empresa especializada os números da balança comercial do setor mostram que em 2009, as exportações somaram poucomais de US$ 500 milhões, enquanto que as importações ultrapassaram US$ 2,7 bilhões; um déficit significativo. O setor público representou 21,5% das compras, o setor privado 68,6% e as exportações 8,8%. A constatação que o Brasil já é um importante ator ganha força no mercado internacional. No ano passado, efetivou negócios com compradores da Ucrânia, Polônia, Servia, Romênia e Moldávia e registroumais de 3 mil contatos com representantes de 108 países na maior feira dirigida ao setor médico-hospitalar, que aconteceu na Alemanha. No entanto, os principais compradores são os Estados Unidos (25,8%), Argentina (8,1%) e México (6,9%). O Brasil possui cerca de 500 fabricantes de equipamentos médicos, hospitalares e odontológicos. As indústrias de médio porte representam 52,20% e as micro oupequenas respondem por 25,7%
Os materiais de O.P.M.E – Órteses, Próteses e Materiais Especiais – utilizados em intervenções médicas, representam até 80% do total da conta hospitalar. O avanço tecnológico nessa área tem sido notável, principalmente em algumas especialidades como cirurgias de coluna, ortopédicas e cardiovasculares.
Desde maio de 2010, todas as petições de solicitação de registro,revalidação e alterações pós-registro de produtos passaram a ter que apresentar protocolo de Certificação de Boas Práticas de Fabricação e Controle (CBPFC) emitidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Antes, a apresentação do certificado era restrita a medicamentos. É de competência da própria Agência avaliar o sistema de qualidade dos fabricantes de equipamentos e produtosmédicos e conceder a sua certificação. Hoje cerca de 85% dos processos de registro de equipamentos médicos e implantes ortopédicos não são aprovados na primeira solicitação; recebem pelo menos uma exigência por estarem mal-instruídos. Os motivos podem ser a ausência de um documento, de um teste ou até mesmo a falta de clareza na prestação das informações. A Anvisa no entanto, tenta acelerar osprocessos de concessão de registro, garantindo maior agilidade e competitividade entre as empresas.
Segundo Glauco Santos, diretor da empresa de assuntos regulatórios Register Brasil : “Em virtude do grande crescimento deste setor no País, tanto os fabricantes nacionais quanto os internacionais estão cada vez mais interessados em expandir o seu crescimento, seja melhorando a qualidade da fabricação deseus produtos, seja analisando a possibilidade de possuir uma base de produção instalada no Brasil. Em um mercado que muitas vezes não possui uma concorrência no nível de qualidade e tecnologia necessária, as empresas estrangeiras estão cada vez mais ganhando espaço no mercado nacional.”

É importante destacar que a resolução normativa da ANS (Agência Nacional de Saúde) – RN 211 de Janeiro de2010 atualizou o rol de procedimentos e eventos que os planos de saúde estão obrigados a cobrir, incluindo os produtos de alto custo como os de OPME. Ela entrou em vigor em junho de 2010, com a inclusão de exames como a PET-scan (Tomografia por emissão de Positrons), a oxigenoterapia hiperbárica e a capilaroscopia periungueal. A RN 211 adicionou 54 procedimentos para os planos de saúde...
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