Ombudsman

70492 palavras 282 páginas
LEITURAS DA FOLHA
A estranha despedida do ombudsman
Por Luiz Antonio Magalhães em 8/4/2008 A despedida do jornalista Mário Magalhães do cargo de ombudsman da Folha de S.Paulo, em artigo publicado no domingo (6/4), está com toda a cara de ser o prenúncio de uma mudança bastante significativa na linha editorial do jornal, que de certa forma já vem tomando corpo há algum tempo. Não é possível, neste momento, afirmar que a "não-renovação" do contrato de Mário Magalhães é um "marco divisório" porque as mudanças ainda não foram totalmente concretizadas, mas o futuro provavelmente dará razão a quem apostar que a Folha está encerrando um ciclo neste início de ano.
Em primeiro, é bom analisar as alegações formais contidas no texto de Mário Magalhães para o rompimento do contrato – o primeiro desde que o jornal instituiu o cargo de ombudsman, em 1989. De acordo com o agora ex-ombudsman, a direção da Folha chegou lhe propor a renovação do mandato, mas com a condição de que deixasse de publicar na internet as críticas internas, que ele escrevia de segunda a quinta-feira comentando a edição do jornal. Magalhães conta que não concordou com a imposição e, considerando o fato como uma mudança na regra com o jogo em andamento, decidiu deixar o posto.
Ainda segundo o que escreveu Mário Magalhães, a direção da Folha alega que a tal crítica interna estava sendo aproveitada por jornais concorrentes, prejudicando assim o diário da Alameda Barão de Limeira. Ora, se isto é verdade, o prejuízo ocorria desde 2000, quando a crítica passou a ser publicada na internet. Ademais, Magalhães argumenta que é impossível manter o sigilo de um documento distribuído por e-mail a uma centena de pessoas (os jornalistas e a cúpula da Folha).
Argumentos frágeis
São dois os aspectos a serem analisados no rompimento do contrato do ouvidor. O primeiro diz respeito à decisão de não mais publicar a crítica interna na rede mundial de computadores. Mário Magalhães, em seu artigo de despedida, destrói a

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