Olimpiadas

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  • Publicado : 24 de agosto de 2012
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Em honra a Zeus, a Grécia se reunia a cada quatro anos no Peloponeso, na confluência dos rios Alfeu e Giadeo, onde se erguia a cidade de Olímpia, que a partir do ano 776 a.C. cedeu seu nome para aquele que viria a ser a maior competição esportiva em toda a história da humanidade, os Jogos Olímpicos - mais tarde, genericamente Olimpíadas - , que teve como primeiro vencedor o atleta Coroebus,cingido por uma coroa trançada por folhas de louro, único prêmio e símbolo da maior vitória. Invadindo a era cristã (disputava-se a 194a olimpíada, quando nasceu Jesus Cristo), manteve seu espírito esportivo e seu condão mágico de unir homens fazendo-os disputar desafios, até o ano 394 d.C., quando o imperador Teodósio II ordenou sua interrupção, parecendo então condenada ao desaparecimento, a setransformar em um dado histórico apenas. E por quase 1500 anos (exatamente 1492) foi assim, até a intervenção de um idealista francês, o Barão Pierre de Cobertin.
A princípio, apenas homens eram admitidos na disputa, da qual passou a fazer parte, quase como um símbolo, uma homenagem perpétua dos Jogos à Grécia, a Maratona, corrida de fundo na distância de 42 quilômetros e 500 metros, a mesmapercorrida por um soldado grego, que a correr levou até Atenas a notícia da vitória de seu exército na batalha Maratona, cidade da Ática, onde se combatiam os persas. Dada a notícia, caiu morto, tornando-se sinônimo da tenacidade.
Atenas foi escolhida pelo Barão de Cobertin com muita propriedade para a retomada dos Jogos Olímpicos em 1896, passando a serem conhecidos como os Jogos da Era Moderna. Uma eraque já não dava ao desporto o poder de interromper guerras, mas, ao contrário, era interrompido por elas. Nestes cem anos, o quadriênio olímpico silenciou seu toque de reunir nos anos de 1916, 1940 e 1944, durante a vigência das chamadas Primeira e Segunda Guerras Mundiais.
Dos 13 países que participaram dos Jogos de 1896, em Atenas, aos 187 países e 10.788 atletas presentes em Atlanta, na 26aOlimpíada da Era Moderna, mudaram conceitos, o amadorismo puro foi esquecido, o mercantilismo encontra cada vez mais espaço, os países investem milhões de dólares em suas delegações, os Jogos são a melhor vitrine que os participantes poderiam ter e a máxima do Barão de Cobertin (Importante é competir, não vencer) está cada vez mais esquecida.
CURIOSIDADES
• O atirador Matthew Emmons liderava acarabina três posições 50 m, quando fez uma trapalhada. No último tiro, o americano acabou acertando o alvo de um vizinho, o austríaco Christian Planner. O erro tirou suas chances de medalha e deu o bronze a Planner.
• Na Grécia, a vela se tornou o esporte mais vencedor do Brasil em Olimpíadas. A modalidade trouxe dois ouros --Robert Scheidt (classe laser) e Torben Grael/Marcelo Ferreira (star)-- echegou a 14 pódios na história, à frente de atletismo (13) e do judô (12).
• Pela primeira vez, a China terminou na segunda posição no quadro de medalhas a apenas três ouros dos EUA. Os chineses ganharam 32 ouros, 17 pratas e 14 bronzes, contra 35 ouros, 39 pratas e 29 bronzes dos EUA. A Rússia terminou em terceiro (27 ouros).
• A canoísta alemã Birgit Fischer, 42, ganhou nos Jogos gregos seuoitavo ouro (soma também quatro pratas) na história e ficou a apenas um de igualar a marca da ginasta Larissa Latynina (URSS), que detém o recorde entre as mulheres de nove títulos olímpicos.
• A jogadora Janeth se consolidou como a maior cestinha das Olimpíadas. A ala atingiu na Grécia a marca de 535 pontos, mas não conseguiu ajudar o Brasil a ganhar outra medalha no basquete --a equipe terminouem quarto após perder a decisão do bronze para a Rússia.
• Porta-bandeira da equipe, o velejador Torben Grael conquistou seu segundo ouro em Atenas, na classe star, e se tornou o atleta olímpico brasileiro de maior sucesso da história. Ele possui na carreira cinco pódios (dois ouros, uma prata e dois bronzes).
• Na disputa da maratona, um espectador, o ex-padre irlandês Cornelius Horan, entrou...
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