Odc uma conversa sem preconceito

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  • Publicado : 10 de junho de 2011
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Ofício Divino das Comunidades - Uma conversa sem preconceito...
Uma realidade inculturada!

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Caríssimos talvez este nosso tema possa causar um desconforto espiritual em alguns que não conhecem bem esta realidade, ou por achar que ODC é coisa de Teologia da Libertação, Comunidades Eclesiais de Base, Igreja progressista ou coisa assim; porém quem conhece e já celebrou sabe que éuma conquista, uma liturgia, uma ação memorial.
É claro que não podemos negar que por ser uma versão inculturada da Liturgia das Horas (a oração da Igreja), depois de 20 anos desde a sua primeira edição, tornou-se referência reconhecida nas Comunidades Eclesiais de Base do nosso país, porém, hoje podemos dizer que esta realidade não se concentra mais somente nas CEB’s, etc. De certa forma oODC cresceu com a prática e hoje é uma realidade em muitas comunidades, congregações religiosas, seminários, paróquias não somente abertas a esta experiência como também as tradicionais que pensavam o contrário, e mais do que isso, do Povo de Deus, que ao mesmo tempo vai redescobrindo que a liturgia, para além da razão, vai misteriosamente moldando e transformando o coração das pessoas e a vida dacomunidade.
O Ofício Divino das Comunidades possibilita uma oração cotidiana conforme a tradição da Igreja, de rezar com salmos e outros cânticos bíblicos, no ritmo das horas e dos tempos do ano litúrgico, com uma linguagem acessível às nossas comunidades. Toda a reforma conciliar (C. Vaticano II) tem este objetivo: possibilitar e facilitar a participação deste povo na liturgia. Finalmentetoda a liturgia, também a Liturgia das Horas, seria ‘devolvida’ ao povo de Deus, para que através dela pudesse mergulhar no mistério de Cristo, viver na comunhão do Pai e do Filho e do Espírito Santo, como fermento, como sacramento de união de toda a humanidade.
A Constituição do Concílio Vaticano II sobre a liturgia (Sacrosanctum Concilium) propôs a troca da recitação do ‘breviário’ pelacelebração da liturgia das horas. Porém, fora as comunidades monásticas e algumas congregações religiosas, seminários e casas de formação, a maioria dos ‘usuários’ da liturgia das horas continuam o estilo do ‘breviário’: fazem simplesmente uma leitura de textos, e não uma celebração litúrgica. O Ofício Divino das Comunidades abre um caminho para superar esta grave limitação.
Então, oprimeiro ‘ganho’ que o Ofício Divino das Comunidades oferece à reforma da liturgia é de contribuir com uma liturgia das horas inculturada, mais próxima e ao alcance do povo brasileiro; desta forma possibilita que se realize a proposta do Vaticano II de restaurar a liturgia das horas como oração do povo de Deus, e não apenas do clero e de membros de congregações religiosas.
Podemos destacar doiselementos que parecem fundamentais na ritualidade do ODC quando eu digo inculturadas: O primeiro é a preocupação de adequar a linguagem dos textos, os ritos e o estilo da celebração ao modelo eclesial (teologia e prática) assumido em nossas comunidades a partir do Concílio Vaticano II e de Medellín. Parte-se do princípio que a Inculturação da liturgia não é uma tarefa isolada, mas tem a ver com ainserção da Igreja no mundo, com a sua missão. Como bem formulou o liturgista filipino, Anscar Chupungco, a inculturação “não é apenas problema antropológico, mas também teológico, pois tange tudo o que toca o relacionamento entre Deus e seu povo”. Esta preocupação perpassa todo o Ofício. Aparece nos hinos, nas orações, nas preces, nas introduções aos salmos etc. Aparece especialmente na Recordaçãoda vida, introduzida para explicitar a relação entre o Mistério Pascal vivido no dia a dia e a celebração litúrgica.
Outro elemento destaque é a inclusão de elementos da piedade popular, realizando concretamente a ‘mutua fecundação’ entre liturgia e religião popular. E não apenas incorporando elementos externos, mas procurando corresponder à piedade e ao “fervor espiritual” do povo; aos...
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