Novos arranjos familiares

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................3
2 DESENVOLVIMENTO .......................................................................................4
3 CONCLUSÃO ..................................................................................................10
REFERÊNCIA...................................................................................................11
1 INTRODUÇÃO

Este trabalho se propõe a realizar uma análise sobre a atuação do Programa Bolsa Família em Porto Velho. A escolha desse tema justifica-se à medida que o padrão de desenvolvimento adotado pela economia capitalista, fruto da reestruturação produtiva liderada pela hegemonia docapital financeiro, contrasta com a pobreza rondoniana constituída não só mais pelos idosos e deficientes físicos, mas também por trabalhadores ativos, pelas vítimas do desemprego estrutural, pelos jovens sem qualificação profissional, entre outras razões. É neste contexto, que o debate ressurge frente às crescentes demandas sociais. Como procedimento metodológico realizou-se uma revisão bibliográficaabrangendo distintas interpretações para trajetória histórica da política social. Assim, constata-se que as políticas sociais vêm contribuindo para reduzir os elevados índices de pobreza, melhorando o perfil das desigualdades sociais.O Bolsa-Família tem expandido gerando efeitos relevantes, mas ainda é insuficiente para gerar mudanças estruturais. O ideal seria a política social estar articuladacom a econômica criando mecanismos capazes de viabilizar projetos de desenvolvimento auto-sustentado.

2 desenvolvimento

As recentes transformações que ocorreram no interior da economia mundial, frutos da reestruturação produtiva capitalista, liderada pela hegemonia do capital financeiro, repercutiram diretamente na estrutura social dos países,alterando sua tradicional capacidade e forma de intervenção social.
Neste contexto, a atual pobreza constituída não só mais pelos idosos e deficientes físicos, mas também por trabalhadores ativos que possuem salários deteriorados, pelas vítimas do desemprego estrutural, pelos jovens sem qualificação profissional que não conseguem se inserir no mercado de trabalho, entre outrasrazões, fez ressurgir o debate sobre as possibilidades e os limites dos tradicionais programas sociais frente às crescentes demandas sociais.
No Brasil, a situação não é diferente. Tendo em vista que, nas décadas de 1980 e 1990, o país apresentou um baixo dinamismo econômico, com taxas de crescimento inferior à média das economias emergentes, bem como dos paíseslatino-americanos, não seguindo a expansão mundial, somado, ainda, aos efeitos do processo de financeirização da economia e da desregulamentação das relações capital-trabalho, a sociedade brasileira passou a conviver com altos índices de desemprego e, conseqüentemente, com o crescimento da taxa de pobreza, incorporando novos processos de exclusão social. Com isso, a política social teve que serprogressivamente redimensionada, procurando se adequar ao quadro de possibilidades oferecidas pela ordem econômica neoliberal.
Esse padrão de crescimento econômico adotado pelo Brasil contribuiu para aprofundar o processo acelerado de concentração de riquezas, cujo resultado culminou na existência de uma pequena parcela da população que acumulou bens e capital, enquanto umconjunto significativo da população permaneceu destituído da riqueza produzida no país. No entanto, essa realidade social frente ao legado de assimetrias históricas e estruturais, incompatível com o potencial de crescimento econômico socialmente construído vem mostrando sinais de melhoria na condição de vida dos pobres, que além da elevação da renda também tem tido um maior acesso aos bens duráveis...
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