Mundo urbano

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As mutações na expressão da religiosidade: ordens mendicantes e confrarias.
À medida que as actividades económicas prosperaram, os ricos tornaram-se mais ricos e, porque a cidade é própria à abstenção, rivalizavam entre si no luxo das suas vestes e na opulência das suas casas. Toda esta riqueza deixava à vista a miséria que também se alojava na cidade. A cidade atraia gente do campo, queprocurava uma vida melhor, mas quando lá chegavam, nem sempre encontravam trabalho certo e bem remunerado. Portanto, saiam de lá a viver ainda mais pobres do que tinham chegado, sem ninguém a quem pedir ajuda.
O papel das ordens mendicantes
A igreja, contrariando os seus ideais, identificavam-se com o grupo dos mais ricos. O alto clero tinha uma vida boa e com muita riqueza, não se importando, na suamaioria, com as situações de pobreza que se multiplicavam à sua volta. Por este motivo fizeram-se movimentos de contestação ao luxo do clero, que para os mais pobres era um abuso de poder. De todos, o que mais contribuiu para mandar comportamentos e mentalidades foi o das ordens mendicantes, criadas por S. Francisco e S. Domingos. S. Francisco teve uma grave doença que fê-lo cair em si, renunciaraos bens terrenos e dedicar a sua vida a ajudar os outros e pregar a palavra de Deus. Todos que estavam juntos com S. Francisco chamavam-se franciscanos. S. Francisco fundou a ordem dos frades menores( no sentido de humildes), viviam numa pobreza absoluta, trabalhando e esmolando para garantir o sustento diário( daí o termo mendicantes). Dedicava-se à pregação e à ajuda dos mais infelizes enecessitados. Os primeiros conventos fundaram-se em Alenquer e Guimarães e, logo a seguir, em Lisboa e Coimbra. A ordem fundada pelo espanhol Domingos partilhava os mesmos ideais. Os dominicanos, porém, davam maior ênfase à pregação. As ordens mendicantes contribuíram para uma melhor vida religiosa, desenvolvendo sentimentos de solidariedade e amor ao próximo que inspiraram confrarias.

Asconfrarias:
As confrarias eram associações de entreajuda, que se destinavam à religiosidade, e se organizavam sob a protecção de um santo. As confrarias ligadas aos ofícios eram muito vulgares já que, nas cidades medievais os grupos profissionais organizavam-se em corporações. Cada corporação retinha os trabalhadores do mesmo ramo, e regulamentava, vigiadamente, todos os aspectos que respeitavam aoexercício da profissão: quem tinha ou não o direito de a exercer, os salários, os preços, a qualidade dos produtos. Também competia as corporações a promoção da solidariedade social. Cada confraria tinha os seus métodos, normalmente, definiam com clareza , o tipo de ajuda e as ocasiões em que deveriam ser prestadas, bem como os actos de caridade para desenvolver. Esta actividade era ajudada, no quediz respeito aos fundos, por uma pequena quotização anual, obrigatória para todos os ‘’irmãos’’ou por uma generosa quantia de dinheiro que se realizavam os eventos religiosos, como por exemplo, as missas pelos defuntos, as procissões, e festas do padroeiro: estas actividades eram sempre muito bem organizadas e planeadas.

A expansão do ensino elementar: a fundação de universidades
a) Asprimeiras escolas urbanas:
Até ao século XI, só os clérigos e monges exclusivamente tinham o privilégio de poder andar na escola e aprender a leitura e a escrita. Os mosteiros eram muito conceituados no que diz respeito ao saber, com as suas livrarias( bibliotecas) e escolas monacais, destinadas à preparação de jovens candidatos a monges. A revitalização das cidades fez descair as escolas monacais. Noséculo XI, passaram-se a ter as primeiras escolas urbanas. A igreja continua a ter a sua parte tutela da escola mas o local e os destinatários destas novas escolas. As escolas catedrais são outros: junto as sés, encontram-se no centro da cidade e participam no seu dinamismo e do seu próprio espírito. E agora não se destinavam somente a monges e clérigos, mas sim a um publico mais vasto – os...
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