Mulher sem idade

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MULHER MADONA
NA VERDADE MULHER SEM IDADE







Artigo apresentado ao Centro Universitário Jorge Amado, Curso de Psicologia, como avaliação parcial da disciplina Estudos Culturais, orientado pela professora Golde Maria Stifelman.SALVADOR-BA
2012
MULHER MADONA
NA VERDADE MULHER SEM IDADE



Segundo a Revista VEJA (Edição 2121), nas últimas três décadas, a expectativa de vida aumentou mais do que em qualquer outro momento na história na maioria dos países. No Brasil, ela pulou de 62 anos, em 1980,para 73, hoje. Essa evolução fez com que o próprio conceito de velhice fosse reformulado.
O aumento da longevidade propiciou o surgimento de outro fenômeno, desta vez no terreno do comportamento - o de pessoas maduras que cruzam as fronteiras entre as gerações e não apenas agem, mas também se sentem como se fossem mais jovens. São homens e mulheres que já passaram dos 40 ou 50 anos, gozam de boasaúde, disposição e acreditam que os hábitos de vida e a forma de se expressar não devem se atrelar à idade, mas à personalidade de cada um. É a capacidade do sujeito, no terreno funcional, social e emocional, que determina sua idade.
É fato, que as limitações corporais e a consciência da temporalidade são problemáticas fundamentais no processo de envelhecimento, aparecendo de forma reiteradano discurso das pessoas que envelhecem, embora possam adquirir diferentes nuanças e intensidades dependendo da sua situação social e da sua própria estrutura psíquica. Corpo e tempo se entrecruzam no devir do envelhecimento, e das formas desse entre cruzamento nascerão às múltiplas velhices.
Independentemente do comportamento que se adote, ou mesmo do discurso de quem envelhece, todo mundoquer passar os anos a mais ganhos no calendário com boa qualidade de vida, livre das doenças associadas à velhice. O “manual” sobre como agir na juventude e na meia-idade para atenuar as consequências das inevitáveis mudanças que ocorrem no corpo e na mente com o passar do tempo é um desafio que esta sendo construído no cotidiano na busca de conquistar a longevidade.
A antropóloga MirianGoldenberg, em seu livro Corpo, envelhecimento e felicidade tem como tema central o significado do processo de envelhecimento em nossa cultura. O desafio da coletânia de artigos, é mostrar como, na sociedade brasileira, homens e mulheres vivenciam, percebem e elaboram as mudanças corporais, culturais, sociais ou psicolõgicas resultantes da passagem do tempo.
Neste livro, o texto “Mulher-madona” e outrasmulheres: um estudo antropológico sobre a juventude aos 50 anos, de Claudia Pereira e Germano Penalva, impressiona pela onda “Madona” que passou a tomar espaços em nossas discussões, quer seja pelo símbolo, imagem ou mesmo por sua representação social.
Representante típica do ideal de mulher “madura” na contemporaneidade, cheia de significados e de diversos discursos, nos convoca para uma reflexãodo que significa a velhice em seus diversos aspectos.

Para Pierre Bourdieu (1983) "juventude é apenas uma palavra" - construção social adulta usada para controlar e estabelecer uma divisão de poder. Jovens e velhos são categorias que ajudam a manter uma ordem que coloca cada um em seu lugar, respeitando limites sociais invisível. A Juventude é vista como um fenômeno social que refleteimaginário coletivo, que se constitui a partir de um conjunto de valores, influenciado, de maneira hegemônica, a maneira com que indivíduos de todas as idades consomem produtos e ideias.

A juventude é um fenômeno social que reflete o imaginário coletivo e que se constitui a partir de um conjunto de valores, influenciando, de maneira hegemônica, a maneira com que os indivíduos de todas as idades...
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