Morte e o morrer nas sociedades contemporâneas

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Disciplina de Filosofia
Ano Lectivo 2010/2011

Docente: ********
Discente: ********

Todo homem é mortal. Essa verdade parece ser válida apenas para as outras pessoas. Não para
nós que vivemos guiados pela afirmação oposta: 'Eu sou imortal' E iluminados por essa ilusão
de imortalidade fingimos desconhecer que todo homem nasce grávido da morte.
Hermínio Sargentim

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Resumo ..............................................................................................................................................3
Abordagem geral do tema ..................................................................................................................3Reflexão..............................................................................................................................................4
Bibliografia de referência ....................................................................................................................9

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Resumo
Este trabalho tem como finalidade dar a conhecer aos colegas, qual a interpretação que tem
a morte e o morrer nos dias que correm.
Na sociedade em que vivemos somos cada vezmais “programados” para a indiferença, para
a individualização e isso também acontece com a morte e com o morrer. Se hoje temos mais
meios para manter uma vida digna até ao fim, também são cada vez mais as pessoas que
morrem ao abandono, na solidão dos seus dias.
Neste trabalho o leitor irá encontrar temas como o da eutanásia e do aborto, sempre
interligados ao tema da religião, uma vez queesta tem uma conotação muito forte na
temática da morte. Aqui, o leitor também irá encontrar algumas questões e opiniões
fundamentadas; embora para muitas delas não exista em local algum uma resposta correcta
e/ou ideal…

Palavras-chave: Morte, Morrer, Eutanásia, Aborto, Religião, Justiça, Paz

Abordagem geral do tema
Falar sobre o tema da morte é sempre arriscarmo -nos a ferirsusceptibilidades, nem que seja
pelo simples facto de ignorarmos, a cada dia, a evidência de que iremos findar.
Se antes, na sociedade medieval, a vida era mais curta, os perigos menos controláv eis e a
morte, diversas vezes, mais dolo rosa; actualmente sabemos como aliviar as dores da morte,
em alguns casos e as angústias de culpa são mais plenamente recalcadas e talvez
dominadas. No entanto, se anteso envolvimento dos outros, na morte de um individuo, era
bastante comum, hoje me dia esse envolvimento diminuiu substancialmente.
O anteriormente referido poderá levar-nos a temas, actualmente tão debatidos, como por
exemplo a Eutanásia. Só por si, a definição de Eutanásia: é a prática pela qual se abrevia a
vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida por um especialista;transpõe-nos a questões bioéticas e legais, levando-nos a discutir sobre o que é certo e o
que é errado… Devemos permitir que alguém morra com dignidade ou devemos
simplesmente ignorar e esperar que a morte chegue por si só?! Deveremos, enquanto
Humanos, continuar a negar a existência de um fim, o nosso fim?!

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Reflexão
Todos os dias morremos um bocadinho, no entanto,esquecemo -nos que um dia não
acordamos, que um dia será o dia do nosso fim e que podemos não ser fortes o suficiente
para enfrentar isso!
Não há nenhuma experiência humana que possa ser comparada à morte. Em primeiro lugar,
ela é tão única que sequer permite a possibilidade de tematização por parte de que m a
vivência. Em segundo lugar, não há ser humano que não passe por ela e que, no decorrer desua vida, não tenha, no mínimo, pensado na sua existência. Mas, qual é o verdadeiro motivo
para nos preocuparmos com algo que, quando vier a acontecer connosco, j á não estaremos
cá para vivenciá-la? Talvez seja precisamente esta a preocupação: a ideia da não -existência e
a impotência para contrariarmos algo tão óbvio da existência humana: a finitude da vida
individual.
Numa sociedade...
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