Morte e luto

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  • Publicado : 21 de novembro de 2012
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1. INTRODUÇÃO
A morte é a maior certeza do ser humano, por mais que a evitamos e muitas vezes tememos, ela é inevitável. A morte e o morrer sempre foram alguns dos temas mais difíceis de serem encarados por nós e vivemos como se não fossemos ter que um dia lidar com essa realidade em nossas vidas, seja através da perda de alguém próximo e querido, ou através de nossa própria morte. Ligamos amorte ao sofrimento que ela nos causa, por isso vivemos fugindo, apesar de saber que ela um dia nos encontrará.
Cada cultura aborda a morte de uma maneira diferente, muitos fatores como crenças, religiões podem interferir na maneira de como é vivenciada a morte.
Durante um longo período a morte infantil em algumas regiões subdesenvolvidas era vista como um fato normal, um acontecimento comum,nesses países onde as taxas de mortalidade eram muito altas, a morte de uma criança era encarada com um acontecimento do cotidiano, o luto durava apenas dias.
Os países desenvolvidos investem mais para que a mortalidade infantil diminua cada vez mais. Como resultado desses investimentos a morte infantil tornaram-se cada vez mais raras, e com isso são passiveis de serem percebidas como trágicasinjustas e não naturais.
“Nos últimos anos o luto vivenciado pelos pais recebeu uma atenção especial dos pesquisadores, um crescente número descritivo trouxe características únicas do pesar vivenciadas pelos pais após a perda dos filhos. Em algumas sociedades o sexo da criança influencia no luto da família, a morte de uma criança do sexo masculino, que iria levar o nome da família nas geraçõesseguintes, que iria ser o chefe da família, é mais sentida, mais traumática, do que a morte de uma criança do sexo feminino.” (Parkes, 2003, p. 222).
Segundo Parkes (2003) quando uma criança morre uma parte do “EU” dos pais também morrem, pois os sonhos as expectativas as esperanças que os pais depositavam nessa criança estão acabados. Quando uma criança morre, é roubada dos pais a sua identidade deprotetores, prestadores de cuidados, fazendo que tenham um imenso sentimento de fracasso.
Segundo Freud estar de luto é lamentar a perda, trata-se de um processo interior difícil, lento e doloroso de adaptação a essas perdas. Para Blumberg (2000), o luto é uma ferida que para ser cicatrizada é preciso muita atenção, segundo ele para que haja essa cicatrização é preciso que o enlutado vivencie asemoções e problemas que resultam dessa perda.
“A dor e a tristeza que sentem os enlutados são provocados pela perda sofrida. É penoso se esquecer de alguém que amou.” (Freitas, 2000 p.23).
A morte de um filho é uma dos acontecimentos mais difíceis de ser aceito por uma mãe, essa perda representa a quebra de um laço entre mãe e filho e de uma sequência esperada, pois mãe nenhuma espera enterrar seufilho.
Quando se perda alguém se ama, muitos sentimentos podem aparecer raiva, desespero, sentimento de culpa, a mãe se questiona como que será sua vida depois daquela perda, na maioria das vezes ela depositava nele sonhos, metas, há um sentimento de impotência diante daquela situação.
A morte de um filho independente da idade é uma tragédia para a mãe, produz imensa tristeza e pesar. A mãe podecarregar consigo esse sentimento por muitos anos, esses sentimentos podem causar doenças, a mais comum dela é a depressão, que pode levar a morte.
“O padrão de resposta de uma mulher diante da morte de um filho pode ter muito em comum com a morte do conjugue. Mas quaisquer que sejam as semelhanças entre os diferentes tipos de vínculos, cada um tem sua singularidade”. (Freitas, 2000, p.48).
ParaFreud o luto é uma reação à perda de alguém que se ama, que provoca um estado de espírito penoso, um desinteresse pelo mundo externo, pois este provoca em muitos de seus aspectos a lembrança deste alguém, e a incapacidade de dotar um novo objeto de amor, também se configura no distanciamento de qualquer coisa que esteja ligada a ele. Segundo Freud o luto é um estado depressivo que não deve ser...
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