Morte subita epilepsia

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Morte súbita em epilepsia
Caroline de Barros Viegas¹, Luis Eduardo Silva Ormonde¹,Patricia de Barros Viegas
¹Acadêmicos de Medicina FCS/UFGD
FCS – Faculdade de Ciências da Saúde UFGD – Universidade Federal da Grande Dourados

INTRODUÇÃO: A epilepsia é uma doença cerebral crônica causada por etiologias diversas e caracterizada pela presença de crises recorrentes não provocadas.¹̒Conforme a Classificação Internacional das Epilepsias e Síndromes Epilépticas, é considerado epilético o paciente que tenha apresentado duas crises epilépticas com mais de 24 horas de intervalo.²
A prevalência mundial da epilepsia ativa está em torno de o,5% e 1% da população ativa³ e a probabilidade de ser afetado pela doença, ao longo da vida, é de 3%.⁴

REVISÃO DE LITERATURA: Existem doiscritérios de classificação da doença: topográfico e etiológico. Sob a ótica topográfica, as epilepsias podem ser generalizadas ou focais. As generalizadas são caracterizadas por crises cujo início envolvem ambos os hemisférios, enquanto nas focais as crises são iniciadas em uma área específica do cérebro.
As epilepsias generalizadas são, de modo geral, geneticamente determinadas e caracterizadaspor alteração de consciência e manifestações motoras bilaterais. Seus principais exemplos são: Crises de ausência, crises mioclônicas e crises tônico-clônicas generalizadas (TCG).⁵
As manifestações das epilepsias focais dependem do local de início da descarga epileptogênica e da velocidade de sua propagação. As crises focais podem ser simples (sem comprometimento da consciência) ou complexas(com comprometimento ao menos parcial da consciência durante o episódio). Ambas, quando propagadas para o córtex cerebral, podem causar uma TCG, sendo então denominada crise focal secundariamente generalizada.⁶
As crises epiléticas são caracterizadas por descargas neuronais excessivas e sincrônicas, provocadas por um estímulo excitatório, mediado principalmente pelo glutamato( neurotransmissorexcitatório) ou pela falta da inibição mediada pelo ácido gamaaminobutírico (neurotransmissor inibitório).
Conforme a etiologia, as epilepsias podem ser idiopáticas (sem lesão estrutural subjacente), sintomáticas (com lesão) ou criptogênicas (presumivelmente sintomáticas, mas sem lesão aos exames de imagem disponíveis).⁷
O diagnóstico da epilepsia é feito através da análise cuidadosa do históricodo paciente e do exame físico, com enfoque em aspectos neurológicos e psiquiátricos, além dos achados encefalográficos. O histórico analisado, geralmente, contém relatos de uma testemunha ocular que presenciou as crises e dados como: início, frequência e intervalo entre as crises, presença ou não de casos na família, ocorrência de outras crises pré e perinatais, intoxicações prévias, traumacraniano ou possíveis infecções. ⁶ Trata-se de um diagnóstico cuidadoso, para que a doença não seja confundida com síncopes ou crises não epiléticas psicogênicas.
Com as diretrizes do diagnóstico clínico, são realizados os exames complementares. O principal é a eletroencefalografia (EEG), que detecta se o paciente é epilético ou não, onde está a zona eplética e os efeitos do tratamento.⁸
Os exames deimagem como a Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética são utilizados quando há suspeitas de causas estruturais, presentes na maior parte dos pacientes com epilepsia focal.⁹ As causas lesionais mais frequentes das epilepsias focais sintomáticas são esclerose temporal mesial, neoplasias cerebrais primárias, anomalias vasculares e malformações do desenvolvimento corticocerebralepilepsia¹⁰.O exame de imagem já detectou anormalidades estruturais em 50% dos epiléticos, na população geral.¹¹ A presença de uma causa estrutural, na maioria dos casos, implica em uma possível refratariedade ao tratamento com medicamentos, seguida da indicação do tratamento cirúrgico.¹²
A eletroencefalografia deve ser realizada em vigília e em sono, para confirmação do diagnóstico, detecção de sinais...
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