Modelo

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MODELO GERAL DAS
ATIVIDADES DA EMPRESA

José Celso Contador

v.8, n.3, p.219-236, dez. 2001

Professor livre-docente da UNESP
Professor titular da UNIP
Professor da UNINOVE
Professor da Tancredo Neves
E-mail: celconta@iconet.com.br

Resumo
O modelo evidencia que as atividades de qualquer tipo de empresa, inclusive a de serviços, podem
ser organizadas em quatro grupos (produção,atendimento, apoio e planejamento) e que essa
organização é aplicável à empresa como um todo, a qualquer órgão (departamento, seção) e a
qualquer célula de trabalho, inclusive a constituída por apenas um funcionário. O modelo, por
mergulhar, como nenhum outro, nas profundezas da empresa, complementa outros modelos
(Tavistock, Katz & Kahn, Kast & Rosenzweig). A comparação com o modelo da Cadeia deValores de
Porter e as vantagens apontadas no texto permitem concluir que o modelo é bastante adequado para
a proposição de mudanças na empresa que melhorem sua posição competitiva.
Palavras-chave: modelo organizacional, atividades empresariais, estratégia, empresa industrial e de
serviços.

1. Introdução
ste artigo objetiva lançar à discussão
acadêmica um novo, e pelo que se sabeinédito, modelo para representar a essência das
atividades de qualquer tipo de empresa.

E

O modelo das atividades da empresa é um
modelo geral, pois se aplica a qualquer tipo de
empresa, à empresa como um todo, a qualquer
unidade organizacional da empresa e à menor
célula organizacional (um funcionário). Sua
característica fundamental é mostrar que as

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Contador – Modelo Geral dasAtividades da Empresa

atividades de qualquer órgão, em qualquer nível
hierárquico, podem sempre ser organizadas
segundo uma mesma estrutura, que inclui tipos
de atividades e suas interações. Ou seja, abrindo
um órgão, vai se encontrar dentro dele vários
subórgãos com os mesmos tipos de atividades e
com as mesmas interações. Entender a empresa
pela óptica desse modelo traz muitas vantagens,expostas ao longo do texto.
Uma questão inquieta o autor há trinta anos:
a empresa de serviços é diferente da industrial?
Nessa inquietação está a gênese do modelo.
A resposta a essa questão é não. Não, a
empresa de serviços não é diferente da empresa
industrial. Mas convém dá-la de outra forma: a
empresa de serviços difere da empresa industrial
tanto quanto a empresa de uma indústriadifere
da de outra, tanto quanto uma fábrica de
confecções difere de uma fábrica de autopeças.
Obviamente, os processos produtivos são
diferentes: o processo de uma siderúrgica é
diferente do de uma metalúrgica, o processo de
uma lavanderia é diferente do de um restaurante
ou do de um banco.
É importante mencionar que, durante seu
desenvolvimento, o modelo assumiu importância
muito maiordo que a de responder à questão
sobre as semelhanças ou dessemelhanças entre a
empresa de serviços e a industrial. A óptica
adotada acabou por resultar num modelo que, na
opinião do autor, é o mais adequado para a análise
e decisão sobre o melhor caminho que a empresa
deve adotar com a finalidade de aumentar o seu
grau de competitividade, como será mostrado.
O modelo tenderá a ser,portanto, valioso
instrumento da Teoria da Competitividade. E
também de outras teorias, pois auxilia o
entendimento sobre o funcionamento da empresa
e facilita a introdução de mudanças.
2. O Motivo da Busca por um Modelo Geral
os textos de economia, tem sido tradicional
classificar as empresas em:
• empresa do setor primário
empresa
extrativa (agropecuária, mineração etc.);

N

• empresa dosetor secundário
empresa de
transformação (indústria); e
• empresa do setor terciário
empresa de
serviços (comércio e serviços).
Essa classificação pode induzir alguns a
pensar que uma empresa de um desses setores é
diferente da de outro setor. Engano. Para os fins
da ciência administrativa, as empresas dos três
setores são iguais na sua essência. Ressalve-se
entretanto que,...
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