Milton santos

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Documentário: “O mundo visto do lado de cá” – Sílvio Tendler, 2007 – Baseado na obra “ Por uma outra globalização” – Milton Santos, 2000.

1. Milton Santos (1926-2001)

Milton Santos foi jornalista, redator oficial do jornal A tarde, professor de Geografia Humana na Universidade Católica de Salvador e intelectual. Santos foi um dos grandes críticos da globalização.
No documentário “O mundovisto do lado de cá” de 2007, ele afirma ser um intelectual outsider, não partidário, não pertencente a grupos e que não responde a nenhum credo.
O intelectual relata a dificuldade de ser negro e intelectual devido à cultura mundial que não aceita críticas. Para ele, a história do presente é a mais interessante. Milton diz que não é Marxista Ortodoxo, mas considera-se Marxista por que com aentrada da globalização, o marxismo foi o que restou para uma sociedade com uma mentalidade diferente.

2. Documentário


No documentário de Sílvio Tendler, Milton Santos aponta um mundo de difícil percepção e defende a ideia de que é preciso uma nova interpretação do mundo contemporâneo. Para Santos, apesar do fenômeno da globalização ser inevitável, é possível mudar o processo.

Odocumentário, através da reflexão sobre o espaço geográfico, analisa a sociedade atual comparando-a com as primeiras sociedades existentes e os primeiros modelos de globalização, incluindo paradigmas materiais e políticos, além de remeter a problemas e dores do mundo contemporâneo. Tendler e Santos exploram aquilo que devemos nos ater se queremos viver em um mundo interessante de se viver e lutar,convivendo com a globalização.

A primeira globalização ocorreu entre 1500 e 1600 – o mundo já era habitado, mas os colonizadores disseminaram pessoas, e com elas, a cultura que já era vista no mundo. A segunda globalização ocorreu no início do século XX – houve fragmentação de territórios, houve revolução tecnológica e o humanismo começa a ser substituído pelo consumismo.

O mundo de Norte a SulO desenvolvimento dos países pode ser emitido pela quantidade de luz que eles emitem vista por satélites.

A globalização

A Anti-Mundialização – Exemplo: greve com manifestação contra a polícia (Estado). Alter-Mundialização – Exemplo: impedir que o anarque continue usando mão de obra infantil para a fabricação de tênis.

A crítica da obra recaí sobre a atual globalização e sua tendência amecânica e ao tecnicismo, levando a uma desumanização e a um progressivo domínio das elites dominadoras sobre os pobres. Milton Santos afirma “Nunca o homem dispôs de tanta tecnologia e conhecimento como hoje. Há condições técnicas para se construir um mundo melhor”.

Milton Santos sugere três visões críticas de globalização. A primeira seria a globalização como fábula a segunda comoperversidade e a terceira como uma globalização assim como ela deve ser – que é o conceito que intitula o livro e o documentário.

Globalização como fábula

Na primeira visão, mostra-se a globalização com seus conceitos de ideologia da tendência atual, ou seja, o mundo como nos fazem ver.

A globalização como fábula leva-nos a crer que somos realmente uma aldeia global com igualdade dedisponibilidade de conhecimento.

Globalização como perversidade


A globalização como perversidade expressa as desigualdades propiciadas pela globalização, o mundo como ele realmente é. A convergência de momentos é originada pela informação imediata, onde a difusão de informações gera sensação de “viajar por todo o Mundo”. A idéia de tempo real também é apresentada como a capacidade de usar o mesmomomento em diferentes lugares. O tempo real é excludente e seletivo.

No documentário, essa passagem é evidente com a charge relacionada à mídia. O fotógrafo traz ao repórter uma notícia que tem possibilidades de ser a manchete do jornal: Um homem salvou uma menina de um ataque de cachorro em um parque de Nova Iorque. A reação do repórter se modifica no momento em que descobre que não se trata de...
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