Metropolis e matrix

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  • Publicado : 9 de outubro de 2012
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Obra do grupo: Metropolis
Obra Inicial: Metrópolis
Obra para comparação: Matrix


A obra fílmica Matrix (1999) dos irmãos Andy Wachowski e Larry Wachowski, traz a história de um futuro hipotético distante do século XXI, precisamente no ano de 2199, no qual a dominação mundial está nas mãos de máquinas superdesenvolvidas da série IA (inteligência artificial). Estas são fruto dobrilhantismo dos próprios humanos, que formam, inicialmente, o segundo plano de tal mundo, oprimidos e submissos ao poder das máquinas. O filme toma em discussão a vitória da tecnologia sobre um mundo capitalista, produto de um descontrole natural provocado pelo próprio homem na busca de seus avanços e da perfeição da vida. Acontece que a obsessão humana por tais “conquistas” dá espaço a uma revoluçãoradical tendo como consequência, após uma serie de complicações explicadas no filme e mais detalhadas no universo expandido, a escravidão dos seres humanos. Essa escravidão é necessária, pois, no universo de Matrix, os homens são a maior fonte de energia acessível pelas máquinas, já que o Sol, durante as guerras entre criador e criatura, tinha sido bloqueado através de nuvens de poeira. Para realizaressa escravidão em massa, é criado um programa de computador, chamado “Matrix”, que implanta nos humanos um mundo imaginário semelhante ao mundo em que viviam a fim de garantir a retirada de energia sem surpresas desnecessárias. Sem interferências, os homens continuariam como uma eterna bateria de computador.
Através da Matrix, os irmãos Wachowski lançam mão de arcabouços teóricos antes járelacionados por estudiosos e teóricos. Há aí um grande questionamento em relação ao que é a “verdade”. Se esta for apenas estímulos sensoriais então a Matrix é realidade. O ponto de vista de escravidão humana através das máquinas é uma crítica com a quebra das raízes, o que previam os nossos naturalistas. Em Matrix não há a escravização e predatismo do homem pelo homem, mas sim uma consequênciadas grandes inovações provindas do capitalismo, de um futuro científico avançado, capaz de dar vida à próprias invenções, ou seja, escravização do homem pelas máquinas. Podemos enxergar paralelos ao que começa a existir pouco a pouco em nossa própria sociedade. O avanço da internet e da televisão vai tornando as pessoas mais fechadas, mais isoladas, deixando-as em um mundo completamente ilhado,mas ao mesmo tempo plugado no mundo universal – a aproximação das fronteiras por apenas um clique – de tal modo como acontecia na Matrix, onde cada humano era separado em uma cápsula que retira energia para as máquinas, mas ao mesmo tempo todos eram unidos em um universo fictício neurossensorial que os uniam como uma sociedade real. Outro paralelo com o mundo real é a crise da aparência vivida nomundo “conectado”. As pessoas, hoje, podem não ser as mesmas na realidade do que aquelas que figuram ser no mundo digital. “Estamos dentro de um programa de computador”, pergunta Neo a Morpheus. “Acha difícil de acreditar? Suas roupas estão diferentes, os plugues do seu corpo sumiram. Seu cabelo mudou. Sua aparência agora é o que chamamos de ‘auto-imagem’ residual. É a projeção mental do seu ‘eu’digital”, responde Morpheus. O eu digital que às vezes se confunde hoje com o eu real causa um grande problema sociológico para as pessoas. Vemos isso com mais frequência nos sites de relacionamento onde algumas vezes o que é apresentado ali não corresponde à pessoa, os populares “fakes”. Assim, Matrix apresenta uma consequência ao que pode ocorrer ao mundo humano caso não saiba lidar com os avançostecnológicos que vem acontecendo desde a Revolução Industrial.
Mediante tal análise, que não chegaria a ser dez por cento do que poderíamos tirar em uma análise profunda deste filme, nos deparamos com mais duas obras, que ao mesmo tempo se tocam e se relacionam com alguns temas de Matrix, os quais analisaremos um pouco mais. São eles: “Metrópolis” (1927) de Fritz Lang e “Fahrenheit 451”...
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