Metodos das partidas dobradas

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1 INTRODUÇÃO
O homem primitivo já apresentava a preocupação com a variação da riqueza que detinha. Com o uso de sua arte, passou a contabilizar sua riqueza patrimonial através de inscrições nas paredes das grutas (produzindo pinturas) onde qualificava o objeto patrimonial e também simbolizava o registro da quantidade desse mesmo bem.
A evolução da contabilidade foi lenta, tendo em vista que pormilênios a história da contabilidade é a própria história do homem cercada de toda complexidade inerente. Esta teve evolução significativa com o nascimento dos registros em partida dobrada.  Este procedimento baseia-se no princípio de que todo crédito sempre corresponde a um débito de igual valor e vice-versa. No entanto, a intensificação da difusão do conhecimento Contábil só efetivou-se com odesenvolvimento dos meios de imprensa, que possibilitou a impressão, em 1494, de um trabalho sobre a partida dobrada, de Luca Pacioli, o mestre do período da Renascença.
Nos últimos anos a Contabilidade tem sofrido inúmeras transformações, mudanças estas que buscam aproximar o seu produto principal, a informação, ao consumidor. Técnicas que avaliam o impacto da informação, utilização crescente demétodos quantitativos, um maior volume de pesquisas práticas etc. surgiram neste período. Este desenvolvimento técnico, aliado às mudanças ambientais, trouxe um desafio a esta ciência. Este trabalho visa relatar o surgimento das partidas dobradas, evolução e conceitos sobre o tema.











2 O AMBIENTE HISTÓRICO DA ERA EVOLUTIVA DAS PARTIDAS DOBRADAS (1250 - 1494)

1. O INÍCIO DASTRANSFORMAÇÕES

A partida dobrada evoluiu na Itália em uma era de início dos chamados “Anos de Ouro”, de fluentes de profundas modificações das estruturas do regime medieval, sob a égide de uma mescla de culturas.
Havendo Frederico, o Grande, da Alemanha, permanecido na península itálica com seus filhos Enzo e Manfredo, após haver cedido seu trono ao filho Conrado IV, destruiu-se um sistemafeudal e abriram-se as portas a uma nova era de luz; em verdade, ele implantou um Estado, com uma corte de elite intelectual que, sem dúvida, inspirou as administrações italianas dos séculos XIV ao XVI.
Quando Frederico morreu, em 1250, aos 56 anos (nasceu na Alemanha, em 1194), tinham já abaladas as instituições rígidas medievais e também a consciência das Comunas, estas que davam ao país umcaráter apenas municipalista.
Doou à Itália não só um processo avançado de gestão racional, mas mostraram que o progresso dependia da cultura, e que só esta é competente para ensejar governos eficazes, estes que modificam épocas e contribuem para o progresso.
O Poder, antes da interferência germânica referida, era quase, exclusivamente, da Igreja e o dinheiro de toda a Europa fluía para Roma. OVaticano lutava, pois, para não dividir o seu prestígio e foi em razão disso que excomungou o invasor estrangeiro.
O filho de Frederico, Manfredo, após a morte do pai, unido aos gibelinos (partido político), derrotou os guelfos (partido político) em Montaperti, em 1260, e, governando Florença por cerca de seis anos, aplainou todo um terreno que seria fertilíssimo à cultura e que imitaria o estilo dasraízes germânicas. Morreu em Benevento, em 1266, ao enfrentar um exército com o dobro de homens, comandado por Carlos D’Anjou, que viera à Itália por influência do Papa Urbano IV, este sequioso por assumir o poder sozinho e de novo conseguir todo o domínio de uma Itália fracionada, para isto lançando os estrangeiros uns contra os outros (germânicos contra franceses).
Manfredo morreu lutando, pois,ao ver-se ferido, muito ao estilo heróico de seu tempo e das tradições de seu povo, lançou-se, desesperadamente, contra o inimigo.
Em Nápoles, no sul da Itália, pouco depois, iniciava-se o Reino D’Anjou, tendo sido o neto de Frederico, de 15 anos, filho de Conrado, decapitado pelos franceses que àquele se opunham e, como escreve Montanelli (Storia D’Itália), com um infanticídio iniciou-se tal...
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