Medidas preventivas para produtos quimicos

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MEDIDAS PREVENTIVAS PARA PRODUTOS QUIMICOS

Trabalho de medidas preventivas
Para produtos químicos apresentado
Ao professor Harlon da disciplina
De riscos ambientais químicos do


Sumario

Introdução
Riscos ambientais

Introdução
No ano de 2005, o Brasil produziu 36,7 milhões de toneladas de cimento. Desse total 8,8 milhões de toneladas foram produzidas só em MinasGerais, estado que é o maior produtor de cimento do país, seguido por São Paulo com 5,3 milhões detoneladas e pelo Paraná com 4 milhões.O país conta com 58 fábricas, que fazem parte de dez grupos, empregando aproximadamente 19 000 pessoas. Esses trabalhadores podem atuar tanto na fábrica de produção do cimento, quanto na extração mineral do calcário e da argila, que são matérias-primas para produzi-lo.As indústrias de cimento formam um grande complexo reunindo em um mesmo local a extração da matéria-prima e a fábrica de cimento. Assim, há a exposição à poeira, ao ruído e a poluição gerada pelos fornosde clínquer (produto intermediário de cor cinza, que constitui a base do cimento). De um lado, as indústrias garantem que têm o controle de todas as substâncias utilizadas, que fazem pesquisas econtam com a autorização do órgão ambiental. De outro,estão ambientalistas e pesquisadores afirmando que esse controle não existe e que a saúde do trabalhador e da comunidade está comprometida.

Riscos ambientais
A silicose é uma doença causada pela inalação de partículas de dióxido de silício cristalino (Si02), que é um elemento encontrado amplamente depositado nas rochas que constituem acrosta terrestre. Por esse motivo, as atividades industriais que envolvem corte ou polimen- tos de rochas constituem fontes potenciais de sílica respirável. Outras atividades podem também ser incluídas, como a mineração, a abertura de túneis, o trabalho em pedreiras e o corte e a lapidação de pedras. Os usos industriais da areia podem ocasionar exposição a elevadas concentrações de sílica respirável,principalmente o uso da areia com finalidades abrasivas (jateamento de areia). A areia também é amplamente utilizada em trabalhos de fundição, fabricação de vidros e na indústria cerâmica.
Como a silicose é em geral uma doença de desenvolvimento lento e pode progredir independentemente do término da exposição, boa parte dos casos só serão diagnosticados anos após o trabalhador estar afastado daexposição.
A ocorrência da doença depende de vários fatores, dentre eles, a suscetibilidade individual, o tamanho das partículas,o tempo de exposição e a concentração desílica livre respirável. O risco de formação de nódulos silicóticos clássicos está relaciona do a poeiras respiráveis que contenham mais de 7,5% de quartzo na fração respirável. Porém, é necessário lembrar que a presença de outrosminerais pode aumentar ou diminuirá toxicidade da sílica. Portanto, o raciocínio deve estar embasado, preferencialmente,em medições qualitativas e quantitativas da poeira respirável.
Classicamente são descritas três formas clínicas distintas, a crônica, a acelerada e a aguda.
Silicose crônica: também conhecida como forma nodular simples, é a mais comum e ocorre após longo tempo do início daex-posição, que pode variar de 10 a 20 anos, a níveis relativamente baixos de poeira. É caracterizada pela presença de pequenos nódulos difusos (menores que 1cm de diâmetro), que predominam nos terços superiores dos pulmões. Este tipo de silicose pode ser exemplificado com os casos observados na indústria cerâmica no Brasil.
Silicose acelerada ou subaguda: caracterizada por apresentar alteraçõesradiológicas mais precoces, normalmente após cinco a dez anos do início da exposição. Os sintomas respiratórios costumam ser precoces e limitantes, além de maior potencial de evolução para formas complicadas da doença, como a formação de conglomerados e de fibrose maciça progressiva. É ocaso da silicose observada em cavadores de poços.
Silicose aguda: forma rara da doença, associada a exposições...
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