Mecanismos de defesa repressao

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 6 (1358 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 22 de abril de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
Introdução

Para Freud, o aparelho psíquico encontra-se bombardeado freqüentemente por conflitos e situações que provocam ansiedade. Nosso psiquismo ameaçado, buscando afastar ou eliminar essa ansiedade, encontraria então meios de lidar com essa situação. Esses “meios” seriam então os Mecanismos de Defesa que surgem em pessoas saudáveis, mas que em excesso, são indicadores de sintomasneuróticos. 
São eles: Racionalização, Identificação, Negação, Repressão, Projeção, Regressão, Sublimação, Formação Reativa, Deslocamento, Introjeção e Compensação.
São diferentes tipos de operações em que a defesa pode ser especificada. Os mecanismos predominantes diferem segundo o tipo de afecção considerado, a etapa genética, o grau de elaboração do conflito defensivo, etc. Não há divergênciasquanto ao fato de que os mecanismos de defesa são utilizados pelo ego, mas permanece aberta a questão teórica de saber se a sua utilização pressupõe sempre a existência de um ego organizado que seja o seu suporte.
Foi este o nome que Freud adotou para apresentar os diferentes tipos de manifestações que as defesas do Ego podem apresentar, já que este não se defronta só com as pressões esolicitações do Id e do Superego, pois aos dois se juntam o mundo exterior e as lembranças do passado.
Quando o Ego está consciente das condições reinantes, consegue ele sair-se bem das situações sendo lógico, objetivo e racional, mas quando se desencadeiam situações que possam vir a provocar sentimentos de culpa ou ansiedade, o Ego perde as três qualidades citadas. É quando a ansiedade-sinal (ousinal de angústia), de forma inconsciente, ativa uma série de mecanismos de defesa, com o fim de proteger o Ego contra uma dor psíquica iminente.
Há vários mecanismos de defesa, sendo alguns mais eficientes do que outros. Há os que exigem menos dispêndio de energia para funcionar a contento. Outros há que são menos satisfatórios, mas todos requerem gastos de energia psíquica.

RepressãoRepressão é o processo psíquico que visa encobrir, fazer desaparecer da consciência, uma idéia ou representação insuportável e dolorosa que está na origem do sintoma. Estes conteúdos psíquicos “localizam-se” no inconsciente.
Não faz muito tempo, um homem aposentado foi processado por ter assassinado uma garota de 8 anos. Surpreendentemente, o assassinato havia sido praticado 21 anos antes. Porqueesse homem fora acusado tanto tempo depois? A nova prova foi o testemunho repentino de sua filha, então com 29 anos. Segundo ela, depois de mais de duas décadas, uma situação presenciada de repente veio à mente. Ela se recordou de que, aos 8 anos, viu o pai molestar e em seguida espancar até a morte sua colega de classe. De acordo com Freud, a repressão é o mecanismo de defesa do ego que repele ospensamentos ameaçadores, enviando-os de volta ao inconsciente.
Poderia uma memória tão importante quanto essa permanecer reprimida durante 21 anos? Será que podemos acreditar que uma memória possa ser recuperada com precisão, quando se rompe na consciência, décadas mais tarde? Será que cada um de nós pode hoje estar abrigando memórias recônditas como essa?
Provas interessantes, do mesmo teordessa, são representadas pelo que acabou sendo chamado de estresse pós-traumático (doença ou transtorno de estresse pós-traumático). Como Freud postulou, é como se a mente consciente não pudesse enfrentar memórias opressivamente estressantes e horríveis; nesse caso corpos queimados e mutilados e crianças massacradas.
Seguindo a análise de Freud sobre a sexualidade reprimida, outra área na qual arepressão é discutida com freqüência no exercício moderno da psicologia é o incesto. A teoria freudiana sustenta que a violação sexual por parte do pai ou da mãe seria tão angustiante psicologicamente que poderia muito bem ser reprimida. O próprio Freud, entretanto, afirmou que a maioria dessas atividades sexuais entre pais e filhos não era real, mas imaginada (Masson, 1984). (Alguns feministas...
tracking img