Mecanismo de defesa no contexto organizacional

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Resumo: Este artigo tem como objetivo apresentar a relação que existe entre alguns mecanismos de defesa abordados por Freud e o contexto organizacional, com este trabalho busco refletir através de pesquisa bibliográfica o quanto em um ambiente organizacional que é comum predominar a competitividade, construções de vínculos muitas vezes superficiais e pressões por melhores resultados, podeocasionar um elevado nível de ansiedade e para nos defendermos, aliviar a tensão, utilizamos de processos psíquicos inconsciente, ou seja, os mecanismos de defesa.

Palavras Chaves: Contexto Organizacional. Mecanismo de defesa. .

















1. Contexto Organizacional

Vivemos atualmente em uma economia acirrada, com um mercado de trabalho cada vez maiscompetitivo, que leva as pessoas a necessitar constantemente de um desenvolvimento profissional. Está busca por manter o seu espaço no mercado de trabalho direciona as pessoas a correrem umas com as outras, ou até mesmo contra as outras, a fim de entregarem resultados mais satisfatórios. A exigência da competitividade é bem visível dentro de um ambiente organizacional.
Para Mandelli (2010,p. 227):

Toda empresa é cercada por um mar de expectativas internas e externas: os clientes desejam produtos e/ou serviços que preencham necessidades e satisfaçam em qualidade e preço; os acionistas aguardam a divisão de resultados sempre positivos e crescentes; e os funcionários querem a viabilização de sua vida dentro e fora das organizações.
Para Maslow a motivação das pessoasestá interligada a satisfação de suas necessidades como: necessidades fisiológicas básicas, de segurança, sociais, auto-estima e necessidade de auto-realização. O ambiente de trabalho é o local que não apenas satisfaz essas necessidades. Mas é por meio dele que o homem constrói sua identidade pessoal e profissional, condições necessárias para o equilíbrio de sua estrutura psíquica.


Figura 1– Pirâmide da teoria de Maslow
É no trabalho que segundo Codo (2004, p. 16) o homem define quem é, permite se reconhecer no espelho. Para Codo e col (1994;202), citado por Codo (2004, p. 24) a partir de uma concepção de homem psicossocial, portanto histórico, reconhece a importância que tem um trabalho na construção da identidade e na sua relação com um mundo. Segundo Freud (1930,1974), citado por Magnólia (1999, p.10) (...) na vida do homem o trabalho tem um papel tão importante para confirmar sua existência que quando não é atingido o seu propósito de gratificação transformar-se em uma fonte de sofrimento.
Com as transformações socioeconômicas e tecnológicas no mundo do trabalho é exigido do trabalhador um reposicionamento de suas competências, postura erelações.

Na visão de Magnólia (1999, p. 2)
Conseqüências positivas e negativas das transformações socioeconômicas certamente constituem realidade para maioria dos trabalhadores, e por isso, nem sempre correspondem as suas expectativas em relação ao trabalhar e ao produzir (...). Aceitar o jogo da produção, vivenciando, muitas vezes, os sentimentos mais dolorosos e degradantes, e ao mesmotempo ter a capacidade de apropriar-se desses sentimentos, de resistir às imposições da realidade do trabalho e de criar recursos psicológicos, coletivos e sociais para transformar esses sentimentos e essa realidade é um dos caminhos para manutenção do equilíbrio psíquico.
No contexto de algumas organizações fatores como insegurança no emprego, exigência por qualificação continua,problemas de relacionamentos, falta de valorização do profissional, dentre outros, são algumas das causas do sofrimento psíquico do homem, que causa desprazer. O nível de tensão gerado por estes fatores pode ter proporções diferentes em cada individuo e a forma como cada um se esforça, assim como os meios que utilizam para minimizar o sofrimento também varia.

2. Mecanismos de Defesa...
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