Max e weber

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FACULDADE PITÁGORAS
ENGENHARIA CIVIL


ÉTICA PROTESTANTE E O ESPIRITO CAPITALISTA
MAX E WEBER


I

FILIAÇÃO RELIGIOSA E ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL

Pg. 12
É bem verdade que a maior participação relativa dos Protestantes na propriedade do capital, na direção e nas esferas mais altas das modernas empresas comerciais e industriais pode em parte ser explicada pelas circunstâncias históricasoriundas de um passado distante, nas quais a filiação religiosa não poderia ser apontada como causa de condição econômica, mas até certo ponto parece ser resultado daquela.

Certo número dos domínios do velho império, que eram mais economicamente desenvolvidos, mais favorecidos pela situação e recursos naturais, particularmente a maioria das cidades mais ricas, aderiu ao Protestantismo no séculoXVI.

A emancipação do tradicionalismo econômico parece sem dúvida ser um fator que apóia
Grandemente o surgimento da dúvida quanto à santidade das tradições religiosas e de todas as autoridades tradicionais.

A Reforma não implicou na eliminação do controle da Igreja sobre a vida quotidiana, mas na substituição por uma nova forma de controle. Significou de fato o repúdio de um controle queera muito frouxo e, na época praticamente imperceptível, pouco mais que formal, em favor de uma regulamentação da conduta como um todo, que penetrando em todos os setores da vida pública e privada, era infinitamente mais opressiva e severamente imposta.

Pg. 13
A regra da Igreja Católica, ”punindo o herege, mas perdoando o pecador”, mais no passado do que no presente, é hoje tolerada pelaspessoas de caráter econômico completamente moderno, e nasceu entre as camadas mais ricas e economicamente mais avançadas do mundo por volta do século XV.

A regra do Calvinismo como foi imposta no século XVI em Genebra e na Escócia, entre o século XVI e XVII em grande parte da Holanda e no século XVII na Nova Inglaterra e, por algum tempo na própria Inglaterra, se tornaria a forma mais intolerávelde controle eclesiástico do indivíduo que já pôde existir. E foi exatamente isso que foi sentido por uma grande parte da velha aristocracia comercial da época de Genebra, da Holanda e da Inglaterra. E a queixa dos reformadores, nestas regiões de grande desenvolvimento econômico, não era o excesso de controle da vida por parte da igreja, mas a sua falta.

O fato de a porcentagem de católicos entreos estudantes e os formados nas instituições de ensino superior ser proporcionalmente inferior à população total, pode, certamente, ser largamente explicado em termos de riqueza herdada. Porém, entre os próprios formados católicos, a porcentagem dos que receberam formação em instituições que preparam especialmente para os estudos técnicos e ocupações comerciais e industriais, e em geral para avida de negócios de classe média, é muito inferior à dos protestantes. Por sua vez, os católicos preferem o tipo de aprendizagem oferecido pelos
ginásios humanísticos. Essa é uma circunstância à qual não se aplica a explicação acima apontada, mas que, ao contrário, é uma das razões do pequeno engajamento dos católicos nas empresas capitalistas.

Pg. 14
“A menor participação dos católicos namoderna vida de negócios da Alemanha é tão notável justamente porque contraria a tendência observada em todos os tempos,” até mesmo no presente.

As minorias nacionais ou religiosas, em posição de subordinação em relação a um grupo de governantes, pela sua exclusão voluntária ou involuntária das posições de influência política, são aparentemente engajadas com especial vigor nas atividadeseconômicas.

Isso, sem dúvida, mostrou se verdadeiro com os poloneses na Rússia e na Prússia Oriental, onde, contrariamente ao que ocorreu na Galícia, de onde provinham, conseguiram um desenvolvimento econômico mais rápido.

Resta, por outro lado, observar o fato de os protestantes (especialmente certos ramos do movimento, que serão amplamente discutidos adiante), quer como classe dirigente, quer como...
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