Massacre

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|PORTELLI, Alessandro. O massacre de Civitella Val di Chiana (Toscana, 29 de junho de 1944): mito e política, luto e senso comum. In: AMADO, |
|Janaína; FERREIRA, Marieta de Moraes (orgs). Usos & abusos da História Oral. 3ª ed. Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas, 2000, p. 103-130.|
|1 |No dia 29 de julho, tropas alemães mataram cruelmente 115 civis em Civittela cidadegeograficamente localizada nas montanhas, próxima a |
| |Arezzo na região da Toscana, na cidade vizinha La Cornia 58 pessoas morreram entre elas mulheres e crianças e no mesmo dia no lugarejo |
| |de San Pancrazio 39 pessoas mortas no mesmo estilo de violência. |
|2 |Alguns historiadores acreditam que isso possa terocorrido devido a uma certa Resistência que acontecia contra os alemães, o historiador|
| |Giovanni Contini descreveu essa história do massacre como uma “memória dividida” por um lado existe a memória “oficial” que celebra a |
| |chacina como um acontecimento da Resistência e da a entender que quem morreu no massacre era um defensor da liberdade, por outro lado |
| |havia a memória depessoas sobreviventes do massacre que concentravam suas histórias somente focadas em seu pesar. |
|3 |É claro que possível imprudência dos integrantes da oposição não diminui e muito menos justifica o massacre que os alemães cometeram. |
| |Essas duas formas de memorias tanto das solenizar a Resistência e da comunidade já se enfrentaram de forma brutal , por queos cidadães |
| |entendiam que estavam violando seus pesares. A conferência internacional In Memorian: por uma Memória Européia dos Crimes Nazistas após |
| |o Fim da Guerra Fria (Arezzo, 22 a 24 de junho de 1994) foi uma busca de algumas instituições de inclinações esquerdistas de restaurar a|
| |memória desprezada e rompida de Civittela. Porem essa “reparação” teve um lugar dentrode um contexto histórico dúbio , no qual os |
| |esquerdistas não tinham certeza de seus motivos e eram tao pouco precavidos quanto a qualquer padrão de pensamentos e valores . |
| |Os relatos de Civittela nos deixam chocados porém o historiador deve se acalmar colocar seus pensamentos em ordem e respeitar qualquer |
|4 |tipo de fatos que formam ao todo a históriadaquele momento , pois quando mexemos com a história lidamos com diversas recordações, |
| |subdivididas de forma cultural e ideológicas. |
| |Muitos trabalhos que foram apresentados na conferência levaram muito mais em consideração a emoção, a dor dos cidadães de Civittela de |
|5 |queverdadeiramente os fatos históricos que aconteceram naquele momento que tudo aconteceu. |
| |O estudioso Clemente defende a ideia que alguns outros estudiosos estão levando no caso de Civittela ,muito mais em consideração o que a|
|6 |população que é regida por diversos sentimentos do que realmente fatos históricos que aconteciam naquelemomento.Alguns especialistas |
| |defendem a ideia que em Civittela se criou uma especia de “Memoria Grupal” pois o modo que a população relata os fatos parece já |
| |“combinado”. |
| |Segundo a historiadora Valeria di Piazza as duas formas de narrativas dessesfatos tanto a substancial e a regida socialmente devem ser |
| |levadas em consideração. |
| |Como escreve Pietro Clemente, “o escândalo inicial (...) foi descobrir que a memória coletiva dos sobreviventes não só se recusava a |
| |considerar-se parte do movimento da...
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