Massacre do Realengo

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MOTIVAÇÕES PSICOLÓGICAS DO INDIVÍDUO
PARA A PRÁTICA DE ATOS DELITUOSOS




Trabalho de Atividade Pratica Supervisionada
da matéria de Psicologia do Direito do Curso
de Direito.



Orientadora








Campo Grande, MS, 28 de abril de 2015





SUMÁRIO


1. INTRODUÇÃO

2. MASSACRE DE REALENGO

3. AUTOR DO CRIME

4. CRIME
4.1 Antecedentes
4.2 Execução
4.3 Vitimas
4.4 Videos e cartas

5.CONCLUSÕES

REFERÊNCIAS
















1. INTRODUÇÃO

MOTIVAÇÕES PSICOLÓGICAS DO INDIVÍDUO
PARA A PRÁTICA DE ATOS DELITUOSOS

Este trabalho tem como objetivo realizar, questionamentos e análise psicológica levando em considerações a matéria ensinada nas aulas de Psicologia do Direito, desta forma visa analisar a personalidade e motivações, levando em consideração as teorias Behaviorista oucomportamental, a Gestalt e a psicanálise. Analisar e identificar fatores que contribuíram para o desenvolvimento de possíveis psicopatologias. Bulling na escola e o uso da internet como uma das causas deste tipo de assassinato em massa. Imaginário e narcisismo. Os traumas sexuais relacionados a ideias fundamentalistas religiosas misóginas adotadas pelo assassino. Atos e questões relevantes nahistória do assassino, história de vida: pré-natais, ao início da vida e primeira infância, que fornecem dados para uma explicação psicanalítica do autor do massacre.

Palavras chave: Personalidade, Motivações, Bulling, Internet, Narcisismo, Imaginário, Fundamentalismo religioso, Misoginia, Trauma.

2. MASSACRE DE REALENGO

Massacre de Realengo refere-se ao assassinato em massa ocorrido em 7de abril de 2011, por volta das 8h30min da manhã, na Escola Municipal Tasso da Silveira, localizada no bairro de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro. Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, invadiu a escola armado com dois revólveres e começou a disparar contra os alunos presentes, matando doze deles, com idade entre 13 e 16 anos. Oliveira foi interceptado por policiais, cometendosuicídio. A nota de suicídio de Wellington e o testemunho público de sua irmã adotiva e o de um colega próximo apontam que o atirador era reservado, sofria bullyng e pesquisava muito sobre assuntos ligados a atentados terroristas e a grupos religiosos fundamentalistas. O crime causou comoção no país e teve ampla repercussão em noticiários internacionais. A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, decretouluto nacional de três dias em virtude das mortes.


3. AUTOR DO CRIME

Wellington Menezes de Oliveira (Rio de Janeiro, 13 de julho de 1987 – 7 abril de 2011), de 23 anos, foi aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira até a 8ª série (9º ano atualmente). Wellington era filho adotivo de Dicéa Menezes de Oliveira, o caçula de cinco irmãos e foi adotado ainda bebê. A mãe biológica era da mesma famíliados pais adotivos, mas entregava os filhos para outros criarem, sumia e, quando aparecia, estava maltrapilha. sofria de problemas mentais e chegou a tentar se matar de vez em quando, aparecia grávida. Nunca criou os filhos que teve — contou uma vizinha.

Wellington tinha cinco irmãos de criação, três mulheres e dois homens, todos bem mais velhos. O primogênito já passou dos 50. A caçula tem mais de40. Também convivia com os primos, que moravam no quintal onde ele foi criado. Nunca foi de conversar. Nem em casa. Ele não torcia para nenhum time de futebol e só falava o básico no trabalho. “ Eu pedia equipamento e ele entregava — lembra o office boy Fabio dos Santos”. É descrito por familiares e conhecidos como um rapaz calado, tímido, introspectivo e passava boa parte de seu temponavegando na internet e que só se relacionava com as pessoas pela Internet, tinha poucos amigos e não participava da vida familiar, passando quase todo o tempo diante do computador. Apesar da apatia, nunca faltou ou chegou atrasado ao trabalho. Nunca teve desentendimentos. Nem levantou a voz para quem quer que fosse. A mãe costumava dizer aos vizinhos que ele era inteligente, sem questão de disfarçar...
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