Martin burber

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Comentário da 1ª parte do texto “EU e TU” de Martin Buber

Trabalho realizado por: Ana Daniela Pereira Pinto
Martin Buber nasceu em Viena a 8 de Fevereiro de 1878, de raiz judaica. Em 1996 entrou para a universidade de Viena para o curso de Filosofia e História da arte. Revela um grande gosto pela literatura, filosofia, arte e teatro. Em 1901, entrou para a universidade de Berlim, onde em 1904recebeu o título de Doutor em Filosofia. Passou ainda por Leipzig e Zurich, onde se dedicou ao estudo da psiquiatria e em sociologia. Entre 1916 e 1924, foi editor do jornal “Der Jude”.
A sua vida ainda marcada pela vida académica, leccionando na universidade de Frankfurt a disciplina de Historia de religiões e ética judaica, leccionou ainda sociologia a partir de 1938 na universidade deJerusalém.
No que toca à investigação desenvolvida destacam-se estudos sobre a bíblia, judaísmo e hassidismo, desenvolveu ainda estudos na área politica, sociológica, filosófica, e na área da antropologia. Nesta última, podemos destacar a antropologia filosófica. Esta está na base da criação de obras, como a que ocupa o nosso presente trabalho.
Entende-se que Martin Buber é o profeta da relação, ofilósofo do diálogo. As suas teorias antropológico-filosóficas circundam a relação que se estabelece à volta do ser humano.
Particularizando a nossa análise, Martin Buber, na sua obra “ Eu e Tu” começa por introduzir um conceito fundamental e que está na origem da mensagem transmitida na obra. “Palavras-principio” (GRUNDWORTEN), é o conceito fundamental utilizado na filosofia buberiana. A relação vaiassumir uma importância essencial na construção buberiana e a sua manifestação antropológica complementa esse conceito.
Buber fala numa dupla atitude do homem perante a vida. Essa dupla atitude baseia-se na dualidade do conceito supra descrito. O autor na sua obra começa por desconstruir o conceito “palavras-principio”, começando por afastar a simples interpretação gramatical do mesmo,aproximando-se da real complexidade que caracteriza o conceito. A palavra princípio traduz a dimensão filosófica do diálogo por si criada e que diz respeito à própria existência: o par “Eu-Tu” e o par “Eu- Isso”. Não querendo simplificar em demasiado os conceitos, tentaremos no início desconstruir estes conceitos. Tem-se entendido que a dimensão “Eu-Tu” refere-se à “relação”, e o par “Eu-Isso” à“experiência”.
Uma ideia que retemos é que nenhum dos pares subsiste sozinho, a existência é fundamentada por essa dualidade e por isso o autor refere: “se se diz Tu profere-se também o EU da palavra-princípio EU-TU” (Martin BUBER – Eu e Tu, Tradução do Alemão, Introdução e notas por Newton Aquiles Von Zuben, 5ª edição revista, editora Centauro, p.3). Ou seja, a existência do TU pressupõe sempre a préexistência do EU e afirmando-se a palavra-principio Eu-Tu. O mesmo se pode dizer quanto à palavra-princípio Eu-Isso.
O filósofo tinha como principal tarefa a compreensão do homem, as suas manifestações e o fundamento do seu ser. O homem é um ser integrado no mundo, por isso, a realização existencial do homem tem que ser entendida através da relação com o mundo. Entende-se que o mundo apresenta-se duplopara o homem, porque a atitude do homem assume também uma dualidade, essa que resulta das palavras-princípio.
O homem nasce com capacidade de inter-relacionamento com o seu semelhante. Estamos perante a afirmação de uma ideia de intersubjectividade. Dessa forma, o EU não pode ser entendido de uma forma isolada pois dessa forma não existe; o EU só existe no âmbito da palavra-princípio Eu-Tu.Martin Buber nega por isso o individualismo existencial. Esta teoria é totalmente subscrita por nós, pois o ser humano enquanto ser social apenas encontra fundamento na sua existência enquadrado num todo existencial onde se encontra o seu semelhante (Tu) e alguma coisa (Isso).
Buber fala ainda na diferença existencial entre o TU e o ISSO. O TU existe independentemente da existência de...
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