Marcos bagno

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  • Publicado : 26 de setembro de 2011
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INTRODUÇÃO

O autor Marcos Bagno faz uma defesa apaixonada da língua portuguesa falada pelo povo brasileiro. Critica de forma indecisa os mitos inseridos na sociedade que contribuem para o preconceito lingüístico. Faz uma análise critica de cada um dos mitos, chegando a conclusão de que eles não possuem fundamento racional e nenhuma justificativa. São na realidade resultado da ignorânciaideológica que contribui muito para que o preconceito lingüístico aumente ainda mais . O autor diz que os jornais, televisões e outros meios de comunicação que divulgam a todo momento qual a maneira “ certa” e “errada” de falar contribuindo assim com o preconceito. O autor defende o emprego da língua viva e verdadeiramente falada no Brasil . Para ele o português culto só serve para esconderpreconceitos e acaba por tornar-se instrumento de exclusão social . O autor diz que os professores não deveriam abandonar o ensinamento da língua norma (padrão), deveriam trata-la não como método de imposição e sim de maneira critica atentando sobre as contradições e inadequações , abrindo possibilidades de estudo para as demais variações .
Essas variações da língua falada no Brasil deveriam seranalisadas e inseridas na gramática normativa para que pudessem ser estudadas e explicadas para a sociedade brasileira destacando seu real valor social para o português brasileiro.

Resumo

CAPÍTULO I

A Mitologia do Preconceito Lingüístico: mitos

As forma como muitas pessoas às vezes pronuncia de certas palavras e nessa pronúncia acabam trocando o L por o R nos encontros consonantais e isso temlevado a muitos acharem que essas pessoas que falam desta forma não tem instrução escolar nenhuma ou mesmo, são pessoas com “atraso mental” e esse tipo de pensamento não deve ser aceito. Cientificamente essa pronuncia não é sinônimo de atraso mental e sim um fenômeno fonético que até mesmo contribuiu para a formação da língua portuguesa padrão. Do ponto de vista exclusivamente lingüístico, ofenômeno que existe no português não-padrão é o mesmo que aconteceu na historia do português-padrão e este fenômeno recebe o nome técnico de rotacismo, e este participou da formação da língua portuguesa padrão, e ele continua vivo e atuante no português não-padrão atual. Trata-se aqui dos brasileiros que falam na verdade uma variedade não-padrão. Essa pronúncia deve ser aceita pela escola, como umavariante lingüística dos “brasileiros falantes das variedades não-padrão”, a “classe social, marginalizada, que não tem acesso à educação formal e aos bens culturais da elite”.
Podemos perceber, entretanto, que o preconceito citado aqui não é lingüístico na essência, mas, sim, preconceito de culturas. E o que acontece é que muitas vezes o preconceito lingüístico torna-se um preconceito social.Assim como existe o preconceito pela fala de determinadas classes sociais o mesmo ocorre com. determinadas regiões, como o nordeste que é bastante ridicularizada. Como no caso
dos nordestinos que aparecem em novelas como grotescos, atrasado, que são criados para provocar riso e deboche por parte dos outros personagens, afinal, se o nordeste é atrasado e pobre conseqüentemente as pessoas quenasceram lá também serão, e isso não é verdadeiro.

É preciso respeitar a língua falada que muitas vezes não é idêntica à língua escrita, e que o grande problema se encontra na situação social que se encontra o Brasil, de injustiças, exclusões, desigualdades. Que o problema é político e só a mudança social pode resolver . No texto Marcos Bagno trata da inexistência ou mito (como ele mesmo o chama)da “ passiva sintética ou passiva pronominal”. Segundo as gramáticas normativistas a estrutura passiva no português do Brasil, se dá em orações com verbo ser (raramente: estar, ficar, vir, etc..) seguido de um particípio passado, assim chamada de passiva analítica.

CAPÍTULO II

Circulo Vicioso do Preconceito Lingüístico

O tratamento da língua como um todo hoje em dia é demasiadamente...
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