Resenha marcos bagno

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FACULDADES INTEGRADAS DO BRASIL- UNIBRASIL

RESENHA:
A MITOLOGIA DO PRECONCEITO LINGUISTICO

CURITIBA
2013
JULIANNE SHTORACHE GOMES

TRABALHO DE INFORMÁTICA BASICA

Trabalho apresentado para disciplina de Língua Portuguesa para obtenção de nota parcial no curso de Publicidade e Propaganda nas Faculdades Integradas do Brasil.
Ministrado pelo professor Jefferson.

CURITIBA
2013INTRODUÇÃO

Marcos Bagno, linguista formado pela UNB, discorre em seu livro Preconceito Linguístico mitos consagrados sobre a linguística brasileira e afirma que tratar de gramática e ortografia é lidar com política, já que é também lidar com seres humanos.
O preconceito linguístico é alimentado todos os dias pelos meios de comunicação, aonde a gramatica correta é a gramatica ensinada nasescolas.

O livro de Marcos Bagno, Preconceito Linguistico, Editora Loyola, agosto de 2011, trás grandes questões sobre o preconceito entre a norma padrão e a linguística brasileira com a linguística de Portugal. Segundo ele, gramática não é linguística, mas sim outra ciência que surgiu no século XIX.
O objetivo do livro é impor uma regra gramatical nova, pois pela grande extensão territorial e a mádistribuição de renda dos brasileiros, houve a diversidade da língua vernácula, o que gerou muito preconceito com as classes sociais.
Mas como a educação é privilégio de pouca gente, existe a parte da população considerada sem-língua, como os sem terra, sem saúde, sem trabalho, eles falam o português, mas não é considerado valido ou reconhecido. Por esse motivo, estão longe da compreensão dasmensagens enviadas pelo poder público, que usa a língua-padrão.
No livro Linguagem, escrita e poder, de Maurizzio Gnerre, todos são iguais perante a lei, porem a lei é escrita para uma parcela de brasileiros. O que Gnerre quis dizer é que todos os brasileiros deveriam ter um maior acesso a essa língua chamada de oficial, sem desprezar a maioria da população.
Bagno afirma que quando se trata delinguagem se trata de lei, de politica, e nem todas as pessoas podem acessar isso com facilidade, visto que o ensino fundamental foi universalizado somente em 1970, tirando assim a chance de pessoas nascidas antes dessa data acessar tal ensino.
Um dos maiores mitos é que o Brasil é subdesenvolvido por não ser uma raça pura e possuir uma variedade linguística enorme. O que acontece é que o nossoportuguês é diferente do português utilizado em Portugal, que por sinal já tem regras de funcionamento segundo o ponto de vista linguístico. A ciência já derrubou a ideia de raça pura e que fala melhor, mesmo assim ainda há preconceito por haver uma mistura de descendência e por não falar da forma supostamente correta.
Algumas formas “como “eu o vi” e” vou pegá-lo” são pouco usadas no dia-a-dia, masainda estão presentes na gramática formal. Mas se uma criança não usa essa expressão é porque não escuta nenhum adulto pronunciar e, se um adulto não usa é porque não é necessário. Dai vem a ideia de que não existe língua difícil, todo falante nativo de uma língua sabe tal língua. Essas formas de linguagem são usadas apenas em situações mais formais, somente para esclarecer que o falante domina agramática imposta pela escola.
As semelhanças na escrita do português de Portugal e a escrita do português do Brasil ainda são compreensíveis, mas a voz e o sotaque é quem fazem a diferença. Depois de muitos anos, o ensino no Brasil ainda continua baseando-se na gramática de Portugal, tudo que é considerado certo é usado por lá e é falado por lá. O único nível que ainda é possível uma certacompreensão entre Brasil é Portugal é na ortografia, que é praticamente a mesma.
Discordo com Marcos Bagno quando no livro na p. 28 ele cita que o mito de que “brasileiro não sabe falar a língua portuguesa” afeta o ensino de línguas estrangeiras. Dizendo que é desanimador a dificuldade de um professor ensinar um idioma estrangeiro pra um brasileiro. E acrescenta que é comum ouvir professores...
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