Mangue

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  • Publicado : 8 de dezembro de 2012
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O movimento brotou em Recife no começo da década 90, entre alguns intelectuais e músicos ou um mix dos dois (citemos de imediato os mais importantes: Fred Zero Quatro, Chico Science), pode tersido um estreito riacho, alimentado pelo calor tedioso do Brasil pós-tropicalista e pelos últimos regatos da decadência pernambucana. Mas os eruditos que ainda hoje são incapazes de determinar “asorigens autênticas” do movimento e limita-se a dizer que a respeitável opinião pública está sendo mais uma vez mistificada por uma clique de músicos, literatos, parecem-me um pouco com uma juntade técnicos que, depois de muito observarem uma fonte, chegam à convicção de que o córrego não poderá jamais impulsionar turbinas.
[...]
No centro desse mundo de coisas está o mais onírico dosseus objetos, a própria cidade do Recife. Mas só a revolta desvenda inteiramente o seu rosto de mangue boy (ruas desertas, em que a decisão é ditada por apitos e tiros).
[...]
Também a Recifedo mangue beat é um “pequeno mundo”. Ou seja, no grande, no cosmos, as coisas têm o mesmo aspecto. Também ali existem encruzilhadas, nas quais sinais fantasmagóricos cintilam através do tráfico;também ali se inscrevem na ordem do dia inconcebíveis analogias e acontecimentos entrecruzados. É esse espaço que a lírica do mangue beat descreve.
[...]
Para compreender tais profecias(incrustradas nas letras das músicas) e avaliar estrategicamente as posições alcançadas pelo mangue beat, precisamos examinar o estilo de pensamento difundido na inteligência burguesa de esquerda,supostamente progressista. [...] Do ponto de vista político e econômico, é preciso sempre contar, nesses autores, com o perigo da sabotagem.
[...] O mangue boy que leu, pensou e esperou e que sededica à flânerie, pertence, do mesmo modo que o fumador de ópio, o sonhador e o ébrio, à galeria dos iluminados. E são iluminados mais profanos. [...] “Mobilizar para a revolucão as energias da...
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