Maias

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  • Publicado : 21 de janeiro de 2013
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Intriga principal: pressupõe um desfecho [pic]os acontecimentos sucedem-se por uma relação de causalidade. Ação fechada porque no final há a destruição da família.
Crónica de costumes: construção de ambientes e atuação de personagens-tipo. Ação aberta.
Articulam-se de forma alternada funcionando os ambientes como pano de fundo para a atuação das personagens da intriga principal e para osfigurantes da crónica de costumes.
Presságios
A sombrinha escarlate: Quando Afonso vê Mª Monforte pela primeira vez; a mancha de sangue é indício da consanguinidade entre Carlos e Mª Eduarda, isto é, da relação incestuosa.
A lenda: Vilaça, tentando demover a vontade de Afonso ir instalar-se no Ramalhete, “aludia (…) a uma lenda, segundo a qual eram sempre fatais aos Maias as paredes do Ramalhete”.Nome de Carlos: Mª Monforte escolhe para seu filho o nome de Carlos Eduardo, nome marcado pelo estigma da extinção de uma família, Carlos Eduardo Stuart, o último dos Stuarts.
Os três lírios: Em casa de Mª Eduarda, três lírios brancos (símbolo da pureza) murchavam dentro de um vaso do Japão – símbolo do aniquilamento/destruição dos três membros que restavam da Família (inocentes), devido à relaçãoincestuosa entre Carlos e Maria Eduarda.
Nomes dos dois: A semelhança de nomes Carlos Eduardo e Maria Eduarda – indicia a concordância dos seus destinos.
Semelhanças: Semelhança de Maria Eduarda com o avô (na perspetiva de Carlos); Carlos parecido com sua mãe (na perspetiva de Maria Eduarda).
Alcova: Na Toca “desmaiavam, na trama da lã, os amores entre Vénus e Marte (irmãos); “uma cabeçadegolada, lívida, gelada no seu sangue, dentro de um prato de cobre” – Afonso sacrificado pela relação dos netos.
Ação trágica
Protagonista: de condição superior (Carlos e Mª Eduarda)
Tema da intriga: Incesto (tema clássico)
Fatum (destino): Agente de destruição do protagonista
Peripécia: encontro de Guimarães com Ega
Reconhecimento: Revelações de Guimarães a Ega sobre a identidade de Mª Eduarda;Revelações fatídicas contidas na carta de Mª Monforte
Catástrofe: Morte de Afonso; Partida de Mª Eduarda vestida de negro para França; Viagem de Carlos (abandona Lisboa) [pic]Separação definitiva dos dois irmãos
Mensageiro: Guimarães
Personagens
Afonso da Maia: baixo, maciço, de ombros quadrados e fortes. A sua cara larga, o nariz aquilino e a pele corada. Os cabelos eram branco, muito curtoe a barba branca e comprida. Provavelmente o personagem mais simpático do romance e aquele que o autor mais valorizou. Não se lhe conhecem defeitos. É um homem de caráter culto e requintado nos gostos. Enquanto jovem adere aos ideais do Liberalismo e é obrigado, pelo seu pai, a sair de casa; instala-se em Inglaterra mas, falecido o pai, regressa a Lisboa para casar com Maria Eduarda Runa. Dedica asua vida ao neto Carlos. Já velho passa o tempo em conversas com os amigos, lendo com o seu gato – Reverendo Bonifácio – aos pés, opinando sobre a necessidade de renovação do país. É generoso para com os amigos e os necessitados. Ama a natureza e o que é pobre e fraco. Tem altos e firmes princípios morais. Morre de uma apoplexia, quando descobre os amores incestuosos dos seus netos. Personagemque funciona como sustentáculo da família Maia e é para ele que todos se voltam nos momentos de crise.
Maria Eduarda Runa: Oposição em termos ideias e sociais relativamente a Afonso; Mulher de caprichos; Ideais religiosos (educação Pedro com apoio padre Vasques).
Maria Monforte: Fã dos jogos de sedução; Formosa, doida, excessiva; Pessoa séria e responsável aquando o nascimento de Maria Eduarda;Leviana e nada moral, é nela que radicam todas as desgraças da família Maia (o drama em causa)
Pedro Da Maia: pequenino, face oval de "um trigueiro cálido", olhos belos – "assemelhavam-no a um belo árabe". Valentia física. Pedro da Maia apresentava um temperamento nervoso, fraco e de grande instabilidade emocional. Tinha assiduamente crises de "melancolia negra que o traziam dias e dias, murcho,...
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