Macroeconomia

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  • Publicado : 26 de março de 2013
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Índice
Introdução 2
1. Governação Económica: ações principais 3
1.1. Reforço da agenda económica comum 3
1.2. Manutenção da estabilidade da área do euro 4
1.3. Reparação do setor financeiro europeu 5
1.4. Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) 6
2. A Crise e suas Consequências 7
2.1. Procedimento relativo aos défices excessivos 11
2.2. A Dívida Pública na EA 112.3. Relação entre PIB e rendimento 14
2.4. Futuro da Governação 15
Conclusão 16
Bibliografia 17

Introdução

Na sequência da crise económica e financeira, as instituições europeias adotaram um conjunto abrangente de medidas de coordenação que visam conferir uma maior estabilidade às economias europeias, estabelecendo as bases de um crescimento sustentado.
Atendendo à crescenteinterdependência existente entre as várias economias europeias, em particular as da área do euro, a UE e os seus Estados-Membros concluíram ser fundamental promover um reforço da coordenação económica e orçamental, criando assim os alicerces capazes de sustentar a trajetória de recuperação da Europa face aos efeitos da crise económica e financeira, bem como uma dinâmica duradoura de crescimento ecriação de emprego.
A recente crise económica europeia não tem precedentes para a nossa geração. Os progressos graduais do crescimento económico e da criação de emprego verificados durante a última década foram anulados, o PIB desceu 4% em 2009, a produção industrial regressou ao nível dos anos 90 e o desemprego afeta agora 23 milhões de pessoas, ou seja, 10 % da população ativa. A crise foi umtremendo choque para milhões de cidadãos e expôs algumas fraquezas estruturais da nossa economia.
A situação ainda frágil do sistema financeiro europeu está a atrasar a recuperação, dado que as empresas e as famílias têm dificuldades em contrair empréstimos, gastar e investir. As finanças públicas foram seriamente afetadas, atingindo os défices em média 7 % do PIB e os níveis da dívida mais de 80 %.Deste modo, vinte anos de consolidação orçamental foram perdidos em apenas dois anos de crise. O potencial de crescimento foi reduzido para metade devido à crise. Muitos projetos de investimento, talentos e ideias arriscam-se a ser desperdiçados devido à incerteza, à reduzida dinâmica da procura e à falta de financiamento (Comissão Europeia, 2010).

1. Governação Económica: ações principaisA nova estrutura de governação económica assenta em quatro ações principais:
 
* Reforço da agenda económica comum
* Manutenção da estabilidade da área do euro
* Reparação do sector financeiro europeu
* Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC)

1.1. Reforço da agenda económica comum

Tendo em vista o objetivo de fazer face aos desafios económicos presentes eretomar um trajeto de crescimento económico sustentado, corrigindo os desequilíbrios do passado que tornaram as economias europeias particularmente vulneráveis aos efeitos da crise, os Estados-Membros concordaram em estabelecer uma agenda económica comum reforçada, cuja execução está sujeita a um rigoroso quadro de supervisão por parte das instituições europeias.

O reforço da agenda económica comumassenta nos seguintes pilares:
 
* A Estratégia Europa 2020, que estabelece as prioridades e as metas que deverão ser prosseguidas, quer a nível da UE, quer a nível nacional, com o propósito de impulsionar o crescimento da Europa na próxima década;
* A Análise Anual do Crescimento (AAC), que define as ações prioritárias para os 12 meses subsequentes à sua publicação, que posteriormentese traduzirão em metas nacionais e medidas adaptadas às necessidades de cada Estado-Membro;
* O Pacto para o Euro, que estabelece compromissos suplementares a assumir pelos países subscritores;
* O Semestre Europeu, que constitui o principal instrumento de coordenação tendo em vista o objetivo de controlar o cumprimento dos compromissos assumidos a nível europeu;
* Um novo pacote...
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