Logistica reversa

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LOGISTICA REVERSA e DESTINAÇÃO DO LIXO ELETRÔNICO: o CASE DA UMICORE



Márcia Texeira1
marcia_tuiuti@yahoo.com.br
Orientador: Mario Alencastro2
Mario.alencastro@utp.br


RESUMO

O objetivo do presente trabalho é conscientizar as pessoas sobre os efeitos colaterais causados pelo consumo desenfreado de eletro-eletrônicos, o meio utilizado foi uma pesquisa bibliográfica.Com a intensificação do crescimento econômico mundial os problemas ambientais estão se agravando, há um marketing agressivo para que as pessoas consumam tudo, cada vez mais, e os consumidores precisam assumir sua cota de responsabilidade pois na busca de diferenciação todos se igualam numa linha de consumo insustentável.
O lixo eletrônico já responde por cinco por cento dos detritos gerados pelapopulação mundial e no Brasil são descartadas cerca de 500.000 toneladas de sucata eletrônica, o Greenpeace estima que no mundo são descartados algo em torno de 500 milhões de toneladas de lixo, nesse cenário nada otimista, no Brasil está entrando em ação a logística reversa a ser implementada pelo Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que acaba de ser sancionado.
O case da UMICORE dará umavisão de que a logística reversa desses materiais é possível e viável, precisando apenas de incentivos governamentais e o desejo de inovação e da preocupação com a solução urgente desse problema por parte de empresários brasileiros.

Palavras-Chave: Lixo eletrônico; Logística Reversa; Resíduos Sólidos; Consumismo.




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1 Bacharel em Administração pela Universidade Tuiuti doParaná (UTP). Aluna do MBA em Sustentabilidade e Gestão Ambiental Empresarial da UTP. Email: marcia_tuiuti@yahoo.com.br
2 Professor e Pesquisador – Meio Ambiente e Desenvolvimento
1 INTRODUÇÃO

Há 50 anos no lugar que ficou conhecido como Vale do Silício, a indústria de eletrônicos se auto-intitulou como uma “indústria limpa”, no entanto, naquela ocasião, não era possível avaliar que aevolução tecnológica seria tão rápida e que o descarte dos produtos considerados obsoletos provocaria tantos danos ao meio ambiente. O progresso também gera conseqüências, nem sempre positivas.
Já em 1970, seriam publicados os primeiros relatórios mostrando que muitas substâncias usadas na fabricação dos componentes eletrônicos como o cádmio e o chumbo eram altamente tóxicos, esses materiaiseram descartados e enviados para países como a China e a Índia sem a menor preocupação com o meio-ambiente ou as pessoas, isso infelizmente ainda ocorre nos dias de hoje muito mais do que se possa imaginar.
Em 22 de Março de 1989 foi promulgada pela Organização das Nações Unidas na Basiléia, por 105 países e a comunidade européia, uma convenção denominada “Convenção
da Basiléia”, umalegislação que regulamenta o controle sobre movimentos transfronteiriços (migração) de resíduos perigosos e seu depósito final. Porém a Convenção da Basiléia só entrou realmente em vigência a partir da ratificação parlamentar do 20º país, fato que só ocorreu em maio de 1992.
Atualmente já passa de 150 o número de países que ratificaram a Convenção da Basiléia, sendo que os Estados Unidos, umdos países cuja situação é mais crítica ainda não a ratificou.
A incorporação da Convenção da Basiléia ao ordenamento jurídico brasileiro se deu
através da promulgação do (BRASIL.Decreto presidencial nº 875/93), após a autorização do (BRASIL.Decreto Legislativo nº 34/92). Contudo, a sua implementação só se deu 3 anos mais tarde, através da Resolução do Conama 23/96.
Porém aConvenção não proíbe os movimentos transfronteiriços de resíduos perigosos e nem procura solucionar o problema da crescente geração dos mesmos.
Prova disso é que em 2009 apesar do assunto estar sendo fartamente discutido no mundo, foi descoberto na estação aduaneira de Caxias do Sul (RS) 40 contêineres contendo

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1 Graduada em Administração de Empresas pela Universidade...
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