Logistica internacional

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Comércio Exterior

Comércio e Indústria

As empresas multinacionais são líderes tecnológicas em seus respectivos mercados e, além disso, o comércio internacional de produtos mais intensivos em tecnologia é, em grande medida, dominado pelas grandes corporações transnacionais. Dadas essas características, a participação estrangeira na economia brasileira poderia atuar, pelo menospotencialmente, no sentido de uma transição da pauta de exportações em direção a produtos mais sofisticados.
Entretanto, características de liderança das transnacionais não são por si só, garantia de que o país possa, por meio delas, entrar em mercados de maior conteúdo tecnológico. Aspectos relativos ao tipo de atuação e às estratégias das multinacionais no mercado doméstico podem ser mais relevantes, doponto de vista de seus impactos sobre o comércio exterior do país, do que a própria capacitação tecnológica dessas empresas.
Outro aspecto que não deve ser negligenciado diz respeito ao comércio intra-firma, que representa uma porção muito grande, e cada vez maior, do comércio mundial. As relações comerciais entre filiais de empresas estrangeiras em diversos países têm várias implicações sobre ospadrões de comércio dos países receptores do investimento. Essas implicações vão desde a possível manipulação dos preços de transferência até uma especialização diferenciada do país receptor, resultado das estratégias comerciais das corporações. Especialmente nos países menos desenvolvidos, é possível que o fluxo de comércio da matriz para a filial esteja concentrado em produtos e serviços de maiorconteúdo tecnológico.

A tabela, a seguir, mostra a estrutura das exportações e importações das empresas estrangeiras e nacionais, segundo intensidade tecnológica do produto comercializado no período 2000-2003. As empresas estrangeiras, no seu conjunto, foram responsáveis por uma grande parcela do comércio exterior brasileiro no período: aproximadamente 36% das exportações e 45% das importações.Entretanto, percebe-se que os vultosos superávits comerciais da economia brasileira nos últimos anos se devem, especialmente, às empresas nacionais, que tiveram um saldo de mais de US$ 43 bi, enquanto que o comércio das empresas estrangeiras resultou em um déficit de, aproximadamente, US$ 3,5 bilhões.
No que se refere à estrutura da pauta, as exportações das empresas nacionais estão fortementebaseadas em commodities e produtos intensivos em trabalho e recursos naturais. Ao mesmo tempo, quase metades de suas importações são de bens de alta e média intensidade tecnológicas.

As empresas estrangeiras, por sua vez, apesar de possuírem uma parcela expressiva de suas exportações (32%) em commodities, têm uma concentração muito grande em produtos de média intensidade tecnológica (38%), alémde exportarem mais produtos de alta intensidade do que as firmas domésticas. Chama a atenção, entretanto, a enorme concentração das importações das empresas estrangeiras em produtos de médias e altas intensidades tecnológicas, que representam 82% de suas importações totais. Como ressalta o estudo do IEDI (2002), “a abertura comercial possibilitou que essas empresas desfrutassem do maior acesso aosprodutos, insumos, partes e componentes que incorporam conteúdo tecnológico, produzidos em grande parcela pela matriz ou em outras filiais localizadas nas regiões mais industrializadas e em países de nova industrialização”. Dessa forma, ainda que as empresas estrangeiras contenham, em suas exportações, uma proporção maior de produtos intensivos em tecnologia, apresentam um elevado déficitcomercial em produtos de alta intensidade.

Comércio exterior brasileiro, segundo origem de capital das firmas e intensidade tecnológica do produto no período 2000-2003.



Em relação aos produtos de média intensidade, embora as empresas estrangeiras mostrem um déficit no período considerado, mudanças importantes ocorrem entre 2000 e 2003. O expressivo aumento das exportações brasileiras de...
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