Livro negritude

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO
COLEGIADO DE PEDAGOGIA
DISCIPLINA: Relações Étnico-Raciais na Escola
PROFESSOR: Otto Vinicius Agra Figueiredo
ALUNA: Ana Emília N. dos Santos
ATIVIDADE: Resenha Crítica.

MUNANGA, Kabengele. Negritude: Usos e Sentidos. 2ª ed. São Paulo, Ática, 1986.

O Livro Negritude: Usos e sentidos, publicado em 1986 pela Editora Ática, escritopelo professor universitário e pesquisador Kabengele Munanga nascido em Bakwa, no antigo Zaire, atualmente republica Democrática do Congo, tem como propósito, esclarecer a compreensão da negritude que se faz bastante complexo devido a multiplicidade de definições e interpretações que o termo possui nas áreas cultural, biológica, psicológica, política e em outras. Para tanto no primeiro capitulo oautor introduz o assunto, debatendo sobre as condições históricas que provocaram o surgimento da noção de negritude, descreve a tentativa de assimilação dos valores culturais dos brancos pelos negros e ainda os motivos que levaram o negro a recusar o embraquecimento cultural e voltar as suas realidades.
No segundo capitulo denominado “Condições históricas” o autor descreve a costa africana nosec. XV como uma sociedade organizada politicamente e socialmente, mas que em contrapartida o seu desenvolvimento técnico, incluída a tecnologia de guerra era menos acentuado, fator esse facilitador para a retirada de africanos sem defesa pra trabalharem de maneira escravista na America no sec. XV. Os europeus convencidos de sua superioridade desprezavam o mundo negro, demonstrando ignorância emrelação à história antiga dos negros desfigurando a personalidade moral do negro e suas aptidões intelectuais. Segundo o autor o negro então se torna sinônimo de ser primitivo e inferior esse clima de alienação por parte da literatura e da colonização que tentam justificar as suas condutas preconceituosas em relação ao negro, atinge profundamente o negro que perde a confiança em suas possibilidades e *de sua raça e assume os preconceitos criados contra ele nesse contexto é que nasce a negritude. A dominação imposta aos negros por uma minoria estrangeira, justificado por uma superioridade étnica e cultural dogmaticamente afirmada, a uma maioria autóctone, por temer uma ruptura da ordem e do equilibrio da sociedade colonial estabelecido em seu favor, explorava a maioria negra utilizando-se demecanismos repressivos e indiretos. A colônia vivia permanentemente uma situação de violência, e além da força como meio para manter esse equilíbrio recorria também aos estereótipos e preconceitos através de uma produção discursiva.
As diferenças entre colonizado e colonizador segundo o autor foi interpretada em termos de superioridade e inferioridade numa relação de força dominante/dominado, onegro era explorado economicamente, forçado a trabalhar, as sua terras e seus recursos era expropriados e tudo isso deveria ser legitimado pelas potências coloniais. Segundo Munanga a desvalorização do negro colonizado não se delimitava apenas ao racismo doutrinal, transparente, congelado em idéias, além da teoria existe a prática, ou seja, vive-se o preconceito cotidianamente, a desvalorização ealienação do negro entende a tudo aquilo que toca a ele, o colonizado foi remodelado em uma serie de negações que somadas constituem um retrato-acusação, uma imagem mítica de um negro preguiçoso, retardado, perverso e ladrão além de outras características que lhe eram dadas.
No capitulo três, intitulado “Tentativas de assimilação dos valores culturais do Branco” o autor relata a crise de consciênciavivida pelo negro onde no seu cotidiano enfrentava o seu inverso forjado e imposto e não permanece diferente, por pressão psicológica, acaba reconhecendo-se num arremado detestado, o retrato degradante passa a ser aceito pelo negro, contribuindo para torná-lo realidade. Diante desses fatores o colonizado tenta se retirar do papel ao qual lhe foi imposto, duas tentativas são retratas por...
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