Lisandro alons

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  • Publicado : 11 de fevereiro de 2013
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Lisandro Alonso

O cinema contemporâneo argentino tem duas vertentes muito diferentes uma da outra. Por uma parte está o cinema mais tradicional, de diretores com vários anos de trajetória, umpouco mais apegados a industria e a esquemas mais conhecidos. Por outro parte há uma nova geração que tem a oportunidade de materializar suas operas primas a uma idade relativamente curta, com grandediversidade temática, visões realistas, minimalistas e sobre tudo inovadoras.

É nesta segunda corrente que se encontra Lisandro Alonso, diretor e roteirista - além de produtor, editor e assistente dedireção - argentino, nascido em 2 de junho de 1975 em Bueno Aires. Este jovem se encaixa dentro do chamado cinema independente ou indie , de abordagens radicais e sem concessões ao cinema estendidocomo produto. A construção de seus filmes se apóia em um ritmo emocional, de caráter intimista. As sequências, os planos fixos e mantidos por longos períodos, permitem ao espectador participar a travésda emoção e reconhecer a identidade humana dos personagens. O ritmo e as imagens de suas obras beiram as técnicas empregadas nos documentários. A paisagem, interior e exterior, é um elemento mais nosseus quatro longas-metragens: La Libertad (2001), Los Muertos (2004), Fantasma (2006) e Liverpool (2008).

O primeiro, “La Libertad” , contempla um dia na vida de um lenhador no monte: Misael. E algoparecido ocorre no seu segundo filme “Los Muertos”, com Argentino Vargas, mas neste caso o registro de suas ações se agrega um propósito; nesse dia o personagem sai da prisão e recorre as ilhas dolitoral para se reencontrar com a sua filha. Porém, Alonso parece não querer contar historias, situando suas obras no limite dos filmes de ficção. Não há anedotas e quase não se escutam diálogos poisneste caso nos deparamos com um cinema que está mais próximo da idéia de registro.

As paisagens são abertas, naturais, belas e nos incitam à contemplação. E nesse ponto é onde parece que o diretor...
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