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Saviani, Dermeval,
Escola e Democracia: teorias da educação, curvatura da vara, onze teses sobre a educação política/ Dermeval Saviani – 37. ed. –Campinas,Sp:
Autores Associados, 2005 (Coleção Polêmicas do Nosso tempo; Vol.5)
Bibliografia
ISBN 85-85701-23-4

I. Autodeterminação (Educação) 2. Educação-Filosofia 3. Ensino 4.Pedagogia 5.Política e Educação I.Título. II.Série.95-5065 CDD-370.115
Capitulo 1

As teorias da Educação e o problema da marginalização

1. Problema
No primeiro, temos aquelas teorias que entendem ser a educação um instrumento de equalização social, portanto de superação da marginalidade. No segundo estão as teorias que entendem ser a educação um instrumento de discriminação social, logo, um fator de marginalização.
Aeducação emerge ai como um instrumento de correção dessas distorções. Constitui pois uma força homogeneizadora que tem por função reforçar laços sociais, promover a coesão e garantir a integração de todos os indivíduos no corpo social, sua função coincide, no limite, com a superação do fenômeno da marginalidade.
Já o segundo grupo de teorias concebe a sociedade como sendo essencialmente marcadapela divisão entre grupos ou classes antagônicas que se relacionam a base da força, a qual se manifesta fundamentalmente condições de produção da vida material.


2. As teorias não-criticas
1. A pedagogia educacional Tradicional
A escola organiza-se como agência como uma agência centrada no professor; o qual transmite, segundo uma gradação lógica, o acervo cultural aos alunos. A estes cabeassimilar os conhecimentos que lhe serão transmitidos.
A referida escola, além de não conseguir realizar seu desiderato de universalização ( nem todos nela ingressam nem sempre eram bem sucedidos) ainda teve de curvar-se ante o fato de que nem todos os bens sucedidos se ajuntavam ao tipo de sociedade que se queria consolidar. Começaram, então, a se avolumar as criticas a essa teoria daeducação e a essa escola que passa a ser chamada de Escola Tradicional.


2. A Pedagogia Nova
A pedagogia nova começa, pois, por efetuar a critica da pedagogia tradicional, esboçando uma nova maneira de interpretar a educação ensaiando implanta-la primeiro, através de experiências restritas; depois advogando sua generalizção no âmbito dos sistemas esolares.
Em suma, trata-se de uma teoriapedagógica que considera que o importante não é aprender, mas aprender a aprender.
O tipo de escola acima descrito não conseguiu entretanto, alterar significativamente o panorama organizacional dos sistemas escolares. Isso porque, além de outras razões implicava custos bem mais elevados do que aqueles da Escola Tradicional.


3. A Pedagogia Tecnicista
Assim, de um lado surgiamtentativas de desenvolver uma espécie de “Escola Popular”, cujos os exemplos mais significativos são as pedagogas de Freinet e de Paulo Freire; de outro lado, radicalizava-se a preocupação com os métodos pedagógicos presentes no escolanovismo que acaba por desembocar na eficiência instrumental. Articula-se uma nova teoria educacional: a pedagogia tecnicista.
Do ponto de vista pedagógico, conclui-seque se para a pedagogia tradicional a questão central é aprender e para a pedagogia nova aprender a aprender para a pedagoga tecnicista o que importa é aprender a fazer
Na verdade, a pedagogia tecnicista, ao ensaiar transpor para a escola a forma de funcionamento do sistema fabril, perdeu de vista a especificidade da educação, ignorando que a articulação entre escola e processo produtivo se dáde modo indireto e por meio de complexas mediações. Nessas condições, a pedagogia tecnicista acabou por contribuir por aumentar o caos no campo educativo, gerando tal nível de descontinuidade, de heterogeneidade e de fragmentação, que praticamente inviabiliza o trabalho pedagógico. Com isso, o problema da marginalidade só tende e a se agravar: o conteúdo do ensino ainda se tornou mais...
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