Le cirque

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  • Publicado : 26 de fevereiro de 2013
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Família Stevanovich

A trajetória de uma família que há gerações se dedica a trazer alegria para crianças e adultos! Robert Stevanovich cuida pessoalmente dos animais. Com ele a girafa Chico, a zebra Zafira, a pônei Pica-flor, com Sol, seu filhote de 10 dias e o camelo Mohamed.
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Amália Stevanovich
“Eu morava em Santa Fé, Argentina, tinha 16 anos. O circo passou pela cidade.Fui fazer um teste, pois era patinadora, e passei. Fui embora com o circo e viajei o mundo todo. Me apaixonei pelo dono do circo, Luiz Stevanovich e acabamos nos casando.”
Poderia ser um roteiro de filme ou de novela, mas essa é a história de Amália Stevanovich. Uma mulher falante e descontraída com seus sessenta e poucos anos que é a atual proprietária do Le Cirque.
Amália é espanhola e mora noBrasil há 44 anos. Ela conta que os antepassados de seu marido, a família Stevanovich, eram do ramo circense desde o século 19 e em 1882 trouxeram o circo para a América Latina.
“Meu sogro atravessou o mundo, levou animais em navios para que crianças de todos os lugares pudessem conhecer um elefante, um leão, uma girafa”, relata a artista.
Luiz Stevanovich herdou o circo e as tradições e viveuintensamente até falecer em 1995, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Amália diz que nunca pensou em deixar a vida circense, nem de fechar o circo após ficar viúva.
“Eu não podia deixar o circo morrer. É uma tradição que só quem tem sangue de circense na veia entende. Eu entrei nessa vida e acho que nada é por acaso, por isso dei continuidade ao trabalho da família Stevanovich. Faço meu trabalhocom muito amor e carinho para atender adultos e crianças”, conta.
Em 2002 o circo Norte Americano passou a se chamar Le Cirque, “a família de Luiz era de franceses e ioguslavos, daí veio a inspiração para o nome atual do circo”, explica.
Amalia Stevanovich com a elefanta Madras, uma vida inteira dedicada a fazer a alegria das pessoas.


Um circo diferente
O slogan do Le Cirque é “Um circodiferente” e a proprietária do negócio justifica, “nosso espetáculo é de primeiro mundo. Eu quis fazer uma coisa diferente. Como a locução da apresentação ficou malhada, é coisa do passado, o Le Cirque não tem apresentador.
O espetáculo envolve o público, pois conta com o elemento surpresa. Entra uma atração após a outra. E enfim, nossa estrutura comporta 2300 pessoas sentadas confortavelmente emcadeiras e em camarotes, para poderem apreciar a apresentação”.
Outro diferencial é que o público participa do espetáculo, os palhaços chamam as famílias para participarem das brincadeiras e todos podem alimentar as girafas. “Nós misturamos a arte circense com a apresentação dos animais e somos o único circo da América Latina que tem um rinoceronte”, finaliza Amália.
Robert Stevanovich e orinoceronte Thor, amor pelos animais como se eles fossem da família.
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Vida Mambembe
Os filhos de Luis Stevanovich Junior, Stefany, Emilian e Estevão, vivem de cidade em cidade, acompanhando os pais. Luis, George e Robert, três dos quatro filhos de Amália trabalham atualmente no circo da família. Augusto Stevanovich, o terceiro filho do casal é proprietário de um circo em Fortaleza.
O LeCirque percorre todo Brasil, além de realizar turnês nos países latinos americanos. Geralmente os 26 artistas e 69 funcionários ficam de dois a três meses em cada local. Geralmente são percorridas as cidades grandes, pois muitos locais não oferecem estrutura para acomodar um circo grande.
Logo que chegam em uma cidade além de procurar a prefeitura para regularizar a estadia do circo, fazer contatocom fornecedores de ração, a família Stevanovich procura escola para as crianças..
Driblando as dificuldades
A vida artista de circo é levar alegria para as pessoas, mas a realidade circense é difícil, muitos são os obstáculos que precisam ser superados para se continuar nesse ramo. “O circo sobrevive da união da família. Se não houverem laços, o circo não vai para frente”, declara Amália...
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