Jenkins algumas perguntas e respostas

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JENKINS, KEITH. A HISTÓRIA REPENSADA.
3.ED. SÃO PAULO: CONTEXTO, 2005.




Algumas perguntas e respostas
“Tendo dado uma definição de história, quero agora trabalha-la de modo que ela possa dar respostas para o tipo de pergunta básica que frequentemente surge com referencia á natureza da história”(p.53).
Da verdade
“Pode parecer que já tratei do problema depodermos ou não conhecer a verdade do passado.[...] Também procurei mostrar razões epistemológicas, metodológicas, ideológicas e práticas disto. No entanto, acho que ainda há dois campos por explorar, de modo que os temas anteriores possam ser desenvolvidos. O primeiro: se em uma última análise não temos como saber as verdades do passado, então por que continuar procurando por elas? O segundo:como é que o termo “verdade” (não importando se existe ou não tal coisa) opera nos discursos da história?”(p.54).
“Vamos lá. Para que precisamos da verdade? Em dado o plano, a resposta parece óbvia. Sem a verdade, certas pretensões (objetividade, essência, essencial, imparcialidade) que determinam as coisas de uma vez por todas ficariam importantes. Sem a objetividade, como é que poderíamosdiscriminar entre relatos rivais de um mesmo fenômeno? Num nível mais chão, como é que poderíamos decidir quais foram as causas mais importantes da reforma constitucional inglesa de 1882, por exemplo? É esse tipo de preocupação que nos perseguir”(P.54-55).
“[...] Somos a-morais, céticos, irônicos, temporais; nossa cultura é tudo isso. Somos parceiros na incerteza; surpreendemos a verdade,saímos em seu encalço e descobrimos que se tratava de um signo lingüístico, um conceito. A verdade é uma figura retórica cujo quadro de referencias não vai alem de si mesma, incapaz de aprender o mundo dos fenômenos: a palavra e o mundo, a palavra e o objeto, continuam separados”(p.56-57).
“[...] A verdade age como um censor: estabelecendo limites. Sabemos que tais verdades não passam de“ficções úteis” que estão no discurso graças ao poder (alguém precisa pó-las e mante-las ali) e que o poder usa o termo “verdade” para exercer controle; daí o regime da verdade [...]”(p.59).
Dos fatos e da interpretação
“O problema dos fatos e/versus a interpretação costuma ser formulado assim: será que existem fatos históricos que podemos conhecer em definitivo (datas, por exempol)?Ou será que a história é só interpretação?”(p.59).
“Existirão “coisas passadas” que pareçam ser factualmente corretas? Em certo sentido, é legitimo responder que sim. Sabemos, por exemplo, que a chamada grande guerra/primeira guerra mundial ocorreu entre 1914 e 1918. Sabemos que Margaret Thatcher subiu ao poder em 1979. Etretanto, tais fatos, embora sejam importantes, são “verdadeiros” masbanais no âmbito das questões mais amplas que os historiadores discutem.[...]”(p.60).
“[...] Se a história é interpretação, se ela é obra (ou obras) dos historiadores, então a historiografia é mesmo o estudo da história “como se deve”.[...] lembre que não existem histórias que não se destinem a alguém”(p.62-65).
Da parcialidade
“O conceito de parcialidade histórica (isto é,dos historiadores) esta por toda parte: nas metas e objetivos de incontáveis currículos de história, no ensino fundamental e médio, nas universidades, a bem dizer, que em quase qualquer avaliação de textos históricos.[...]”De fato a parcialidade (e sua detecção) é coisa que consideram muito significativa.[...]”(p.65).
“Concluindo: em nossa cultura, os estudantes tendem a encontrar portodos os lados o conceito de parcialidade, muito embora ele só seja problemático em alguns segmentos. A idéia de parcialidade, se é quando for utilizada, devera ser aplicada de maneira especifica e localizada. (Do jeito que está, ela é usada idelogicamente.) No mais, já que aquilo que elaboram como história é sempre elaborado diferentemente, os problemas de veracidade serão tratados também...
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