Influenza a h1n1

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  • Publicado : 1 de abril de 2013
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Introdução
Uma epidemia de gripe inicia-se no México em março de 2009 e em pouco tempo se alastra por vários países distribuídos pelo mundo inteiro, alertando as autoridades competentes para o risco de uma possível pandemia e gerando questionamentos sobre aspectos éticos, legais e sociais envolvidos. Abordaremos alguns dos principais assuntos envolvendo o novo vírus, as drogas utilizadas notratamento, possíveis origens do vírus e a polêmica das indústrias farmacêuticas envolvidas.

O novo vírus
Todos os anos, geralmente nas estações mais frias, certos vírus encontram as condições perfeitas para desenvolver surtos de gripe. Os surtos de gripes sazonais (gripe comum), não é necessariamente uma novidade. A cada ano o vírus da gripe “normal” volta modificado e daí decorre a própriadificuldade de serem desenvolvidos vacinas ou medicamentos específicos. Sabe-se que anualmente, cerca de 300 mil pessoas são vítimas dessa gripe, (não especificamente pelo vírus, mas pela fraqueza orgânica das pessoas) e mesmo assim ela não gera grandes debates, muito menos recebe a atenção total da mídia. Porém, quando se trata de um vírus que julgam ser mais assustador – como o da suína atualmente eo da aviária – a mídia e as autoridades sanitárias se “vestem” com uma espetacular preocupação (preocupação essa, que por ironia lhes trazem um lucro incalculável). Seja como for, os noticiários foram invadidos e “dominados” com o novo vírus, tornando-se o tema cotidiano de todos os meios de comunicação.
O vírus da gripe suína também é mutante, só que ele é fruto de modificações de naturezamais radical: ele sofreu modificações muito profundas no seu genoma – recombinações genéticas - o que o torna potencialmente perigoso e imprevisível se comparado com o mutante da gripe comum. Pesquisas revelaram que o vírus causador da gripe atualmente descrita, contém genes dos vírus influenza A humano, suíno e aviário, e caracteriza-se por uma combinação de genes que não haviam sido aindaidentificados entre os vírus de origem humana ou de suínos. Existem na superfície dos vírus Influenza A, 16 subtipos conhecidos de hemaglutininas (HA) virais e 9 subtipos conhecidos de proteínas neuraminidases (NA) , que podem recombinar-se e criar novas variações para o vírus da gripe.
O fato de que o vírus tem um milésimo do tamanho da bactéria, chama a atenção, pois ele é um pouco mais que uma cápsulade proteína (proteína H e proteína N, no caso do tipo influenza) que carrega dentro de si algo assim como um pedaço de cromossomo. Portanto é uma cápsula com uma pequena porção de material genético no seu interior e este pedaço de RNA ou de DNA do vírus tem o poder, de conseguir atravessar a membrana das nossas células e passar a comandá-las. O núcleo da célula – por exemplo, a célula que compõeos tecidos nasais – ao ser invadido por um vírus torna-se seu “escravo”, isto é, a célula passa a obedecer ao vírus cujo único objetivo é replicar-se e torna-se uma fábrica de novos vírus. Diante desta invasão, o organismo com boa capacidade de defender-se (imunocompetente) reage e leva a um combate até conseguir varrer com a população de vírus que tenta reproduzir-se sem parar. Um organismodebilitado irá perder a batalha, não conseguindo virar o jogo e curar-se da doença. Como já foi dito, centenas de milhares de pessoas – mesmo diante de um vírus “fraco” como o da gripe comum – perdem a batalha anualmente por terem baixa imunidade.
O que os cientistas já constataram, no caso do vírus desta nova gripe, é que não se trata apenas de um mutante da linhagem conhecida há décadas, mas de umafigura completamente estranha ao nosso organismo, diferente das linhagens H1N1 anteriores. Seu poder patogênico ainda é pouco conhecido assim como sua capacidade de matar, mas é um fato preocupante sua habilidade em viajar tão rápido. Não há vacinas contra ele e divulga-se que há dois antivirais que, se usados nos primeiros dois dias desde o início da gripe, parecem ter efeito contra o vírus....
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