Hobbes e Locke

590 palavras 3 páginas
Controvérsias no pensamento de Hobbes e Locke à cerca do Contrato Social.

John Locke e Thomas Hobbes fazem parte do trio de grandes pensadores modernos, junto com Rousseau, que marcaram a reflexão sobre a questão política. Todos eles concordam com a origem do Estado, o Contrato Social. Eles partem do principio que o Estado nasce de um consenso das pessoas em torno de alguns elementos essenciais para garantir a existência social. No entanto, há algumas divergências entre eles.
Hobbes foi o primeiro desses pensadores. Seu pensamento surge quando há o rompimento do pensamento medieval para o moderno. Ele acreditava que o contrato foi feito porque “o homem é o lobo do próprio homem”. O homem teria nato o desejo de destruição e de manter o domínio sobre seus semelhantes, o que levarias às guerras. Ele defendia que os homens só podem viver em paz se concordarem a submeter-se à um poder absoluto e centralizado. Devido à natureza destrutiva do homem, é necessária a existência de um poder que seja acima das pessoas individualmente para que o estado de guerra seja controlado. O Estado surge para controlar os “instintos de lobo” do ser humano e assim, garantir a preservação da vida das pessoas. Porém, para que isso aconteça, é necessário que o soberano tenha amplos poderes sobre os súditos. Para selar a pás, os homens devem renunciar seu direito a todas as coisas, desistindo, cada um, de ser obstáculo à autopreservação dos outros.
Locke veio em seguida, no entanto, para ele, o Estado existe, não porque o “homem é o lobo do próprio homem”, é porque há necessidade de existir uma instância acima do julgamento parcial de cada cidadão, de acordo com seus interesses. Ele sustentou que nascemos sem ideias natas, e que o conhecimento é derivado da experiência através da percepção dos sentidos. Ou seja, o homem é essencialmente bom, a realidade que o muda. Apesar de seu pensamento ser bem mais capitalista que o de Hobbes, ele propõe que os cidadão escolham seu governante

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