História da Política Externa do Brasil 1850-1860

2968 palavras 12 páginas
HB EXTRA - POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA NO IMPÉRIO 1850-1860
ANTECEDENTES E VISÃO GERAL
IMOBILISMO: Nas décadas de 30 e 40, o Brasil adotou uma postura de “IMOBILISMO” em sua política externa devido, principalmente, à sua instabilidade interna. Ou seja, houve um retraimento significativo e a posição brasileira não foi dominante no período. Um dos principais acontecimentos que viabilizaram a mudança de postura do Brasil se deu nas relações com a Inglaterra quanto à questão do tráfico de escravos, resolvida a partir da lei Eusébio de Queiroz, de 1850. Resolvido esse problema, e com o fim da Farroupilha, o Brasil retoma a intervenção no Prata.
CONCILIAÇÃO: É nos anos 50, também, que tem início um processo conciliatório na política brasileira. Há a formação de um gabinete que aproxima conservadores e liberais, o que resulta num período de estabilidade conhecido como Tempo Saquarema (ou “Decênio Conservador”), por ter sido conduzida pelos conservadores. O gabinete que realiza essa conciliação é o de Honorio Hermeto Carneiro Leão. A estabilidade vai se mostrar presente no debate possível entre defensores e opositores do governo. Exemplo claro desse embate está nas figuras de Torres Homem e Justiniano da Rocha.
EXEMPLO DE ESTABILIDADE: Em 1849, Francisco de Sales Torres Homem publicou “O LIBELO DO POVO”, que critica de forma veemente a monarquia e o imperador na ocasião da revolução praieira. O autor e sua publicação, no entanto, não sofrem retaliação. Em 1855, Justianiano José da Rocha “responde” a Torres Homem no seu “AÇÃO, REAÇÃO, TRANSAÇÃO”, no qual explica a historia do Brasil a partir destes tres conceitos. Para ele, a ação seria a liberdade do povo, que eventualmente poderia sair do controle, podendo resultar em anarquia. Para controlá-la surge então a reação, chamada pelo autor de “triunfo”. Esta, por sua vez, também pode sair do controle e, por meio da opressão e da supremacia da força, culminar numa ditadura. Para Justianiano, o Brasil vive, graças a

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