Historias evangelicas

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Histórias Evangélicas – Vol. 1

Histórias
Evangélicas
VOLUME 1


Histórias Evangélicas – Vol. 1

ÍNDICE



1. O MOTORISTA
2. APENAS PUSH!
VOCÊ PODE FAZER A DIFERENÇA
4. ESCOLA DE ANJOS
5. DEUS AINDA FALA?
6. CACHORRO À VENDA

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Histórias Evangélicas – Vol. 1
O MOTORISTA

Há vinte anos, eu ganhava a vida como motorista de táxi. Era
uma vida de cowboy própria paraalguém que não deseja ter
patrão. O que eu não percebi é que aquela vida era também um
ministério.
Em face de eu dirigir no turno da noite, meu táxi tornou-se
um repositório de reminiscências ambulante, às vezes um
confessionário. Os passageiros embarcavam e sentavam atrás,
totalmente anônimas, e contavam episódios de suas vidas - suas
alegrias e suas tristezas.
Encontrei pessoas cujas vidassurpreenderam-me,
enobreceram-me, fizeram-me rir e chorar. Nenhuma me tocou
mais do que a de uma velhinha que eu peguei tarde da noite era Agosto. Eu havia recebido uma chamada de um pequeno
prédio de tijolinhos, de quatro andares, em uma rua tranqüila de
um subúrbio da cidade. Eu imaginara que iria pegar pessoas
num fim de festa, ou alguém que brigara com o amante, ou
talvez um trabalhadorindo para um turno da madrugada de
alguma fábrica da parte industrial da cidade. Quando eu cheguei
às 02:30 da madrugada, o prédio estava escuro, com exceção de
uma única lâmpada acesa numa janela do térreo. Nessas
circunstâncias, muitos motoristas teriam buzinado umas duas ou
três vezes, esperariam um minuto, então iriam embora. Mas eu
tinha visto inúmeras pessoas pobres que dependiam detáxis,
como o único meio de transporte a tal hora. A não ser que a
situação fosse claramente perigosa, eu sempre ia até a porta.
- "Este passageiro pode ser alguém que necessita de ajuda",
eu pensei. Assim fui até a porta e bati.
- "Um minuto", respondeu uma voz débil e idosa.

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Histórias Evangélicas – Vol. 1
Eu ouvi alguma coisa ser arrastada pelo chão. Depois de uma
pausa longa, a portaabriu-se. Uma octogenária pequenina
apareceu. Usava um vestido estampado e um chapéu bizarro que
mais parecia uma caixa com véu, daqueles usados pelas senhoras
idosas nos filmes da década de 40. Ao seu lado havia uma
pequena valise de nylon. O apartamento parecia estar desabitado
há muito tempo. Toda a mobília estava coberta por lençóis. Não
havia relógios, roupas ou utensílios sobre osmóveis. Num canto
jazia uma caixa com fotografias e vidros.
- "O Sr poderia por a minha mala no carro?", ela pediu.
Eu peguei a mala e caminhei vagarosamente para o meio-fio,
ela ficou agradecendo minha ajuda.
- "Não é nada. Eu apenas procuro tratar meus passageiros do
jeito que gostaria que tratassem minha mãe", aduzi.
- "Oh! Você é um bom rapaz!" Quando embarcamos, ela
deu-me o endereço epediu:
- "O Sr poderia ir pelo centro da cidade?"
- "Não é o trajeto mais curto", alertei-a prontamente.
- "Eu não me importo. Não estou com pressa, pois meu
destino é um asilo de velhos". Eu olhei pelo retrovisor. Os olhos
da velhinha estavam marejados, brilhando.
- "Eu não tenho mais família", continuou. "O médico diz
que tenho pouco tempo".
Eu disfarçadamente desliguei o taxímetro eperguntei:
- "Qual o caminho que a Sra deseja que eu tome?"
Nas duas horas seguintes nós dirigimos pela cidade. Ela
mostrou-me o edifício que havia, em certa ocasião, trabalhado
com ascensorista. Nós passamos pelas cercanias em que ela e o
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esposo tinham vivido como recém-casados. Ela pediu-me que
passasse em frente a um depósito de móveis, que havia sido umgrande salão de dança que ela freqüentara quando mocinha. De
vez em quando, pedia-me para dirigir vagarosamente em frente a
um edifício ou esquina - ficava então com os olhos fixos na
escuridão, sem dizer nada. Quando o primeiro raio de sol surgiu
no horizonte, ela disse de repente:
- "Eu estou cansada. Vamos agora!"
Viajamos, então, em silêncio, para o endereço que ela havia
me dado....
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