Guerra mundial z

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Max Brooks
GUERRA MUNDIAL Z
Uma história oral da guerra dos Zumbis

Tradução: RYTA VINAGRE

Título original
WORLD WAR Z
An Oral History of the Zombie War
Copyright © 2006 by Max Brooks

Todos os personagens neste livro são fictícios e qualquer
semelhança com pessoas, vivas ou não, é mera coincidência.

INTRODUÇÃO

Atende por muitosnomes: "A Crise", "Os Anos Sombrios","A Peste Ambulante", bem como títulos mais novos e
mais "modernos", como "Guerra Mundial Z" ou "Primeira
Guerra Z". Pessoalmente, não gosto deste último apelido
porque implica uma inevitável "Segunda Guerra Z". Para mim,
sempre será a "Guerra dos Zumbis" e, embora muitos possam
se opor à exatidão científica da palavra zumbi, terão de se esforçar muito paraencontrar um termo de maior aceitação em
todo o planeta para as criaturas que quase provocaram nossa
extinção. Zumbi ainda é uma palavra arrasadora, com o poder
incomparável de conjurar tantas lembranças e emoções; estas
lembranças, e emoções, são o tema deste livro.
Este registro da maior guerra da história humana deve sua
gênese um conflito muito menor e muito mais pessoal entre
mim e apresidente do Relatório da Comissão Pós-guerra das
Nações Unidas. Meu trabalho inicial na comissão pode ser
descrito como nada menos do que uma obra de amor. Meu estipêndio para viagens, meu passe de segurança, minha bateria
de tradutores, humanos e eletrônicos, assim como meu quase
inestimável programa de transcrição ativado por voz (o maior
presente que o mais lento digitador do mundo podepedir), todos falaram do respeito e do valor de meu trabalho neste projeto. Assim é desnecessário dizer que foi um choque quando

descobri que quase metade deste trabalho foi eliminada
da última edição do relatório.
"Era tudo íntimo demais", disse a presidente durante
uma de nossas muitas discussões "animadas". "Opiniões
demais, sentimentos demais. Não é disto que trata este relatório.Precisamos esclarecer fatos e números, toldados
pelo fator humano." É claro que ela estava certa. O relatório oficial era uma coletânea de dados frios e duros,
um "relatório pós-ação", objetivo, que permitiria às gerações futuras o estudo dos acontecimentos da década
apocalíptica sem ser influenciadas pelo "fator humano".
Mas não é o fator humano que nos relaciona tão profundamente com nossopassado? Será que as gerações futuras dariam tanta importância a cronologias e estatísticas
de mortalidade quanto a relatos de pessoas que não são
tão diferentes delas? Ao excluir o fator humano, não estamos nos arriscando ao tipo de distanciamento pessoal
de uma história que pode, Deus nos livre, um dia nos
levar a repeti-la? E, no fim, não é o fator humano a única
diferença verdadeira entre nóse o inimigo a quem agora
nos referimos como "os mortos-vivos"? Apresentei este
argumento, talvez menos profissionalmente do que era
adequado, a minha "chefe", que depois de minha última
exclamação de "não podemos deixar essas histórias morrerem", respondeu imediatamente com "Não morrerão.
Escreva um livro. Você ainda tem todas as anotações e
é legalmente livre para usá-las. Quem vaiimpedi-lo de
manter essas histórias vivas nas páginas de seu próprio
livro?"
Alguns críticos sem dúvida discordarão do conceito
de um livro de histórias pessoais tão imediatamente de-

pois do fim das hostilidades pessoais. Afinal, só se passaram 12 anos desde que o Dia V foi declarado nos Estados Unidos continentais, e mal se passou uma década
desde que a última grande potência mundial celebrousua libertação no "Dia da Vitória na China". Dado que a
maioria das pessoas considera o Dia V o fim oficial, então como podemos ter uma perspectiva real quando, nas
palavras de um colega da ONU, "Estamos em paz pelo
mesmo tempo em que estivemos em guerra"? Este é um
argumento válido, e um argumento que pede uma resposta. No caso desta geração, que combateu e sofreu para
que conquistássemos...
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