Guerra fria

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Antonio Vinícios Ferreira

Gregory Lenon Pavlak

Guerra Fria



Novembro/2012
Ponta Grossa

Antonio Vinicios Ferreira
Gregory Lenon Pavlak

Guerra Fria

Trabalho requisitado como avaliação parcial da
Disciplina de História Geral Econômica
do 1º ano Ciências Econômicas
da Universidade Estadual de Ponta Grossa.



Novembro/2012
Ponta GrossaParte dois A ERA DE OURO
GUERRA FRIA Embora a Rússia soviética pretenda espalhar sua influência de todas as formas possíveis, a revolução mundial não faz mais parte de seu programa. Qualquer comparação entre a ameaça alemã antes da guerra e uma ameaça soviética hoje deve levar em conta diferenças fundamentais há portanto infinitamente menos perigo de uma súbita catástrofe com os russos do que comos alemães.
A economia de guerra proporciona abrigos confortáveis para dezenas de milhares de burocratas com e sem uniforme militar que vão para o escritório todo dia construir armas nucleares ou planejar uma guerra nuclear, fornecedores que não querem abrir mão de lucros fáceis; intelectuais guerreiros que vendem ameaças e bendizem guerras.
Os 45 anos que vão do lançamento dasbombas atômicas até o fim da União Soviética não formam um período homogêneo único na história do mundo. A Segunda Guerra Mundial mal terminara quando a humanidade mergulhou no que se pode encarar, razoavelmente, como uma Terceira Guerra Mundial. A Guerra Fria entre EUA e URSS, que dominou o cenário internacional na
Segunda metade do Breve Século xx, foi sem dúvida umdesses períodos. Gerações inteiras se criaram à sombra de batalhas nucleares globais que,acreditava-se firmemente, podiam estourar a qualquer momento. À medida que o tempo passava, mais e mais coisas podiam dar errado, política e tecnologicamente, num confronto nuclear permanente baseado na suposição de que só o medo da "destruição mútua inevitável" impediria um lado ou outro de dar osempre pronto sinal para o planejado suicídio da civilização.
A peculiaridade da Guerra Fria era a de que, em termos objetivos, não existia perigo iminente de guerra mundial. A URSS controlava uma parte do globo, ou sobre ela exercia predominante influência a zona ocupada pelo Exército Vermelho e/ou outras Forças Armadas comunistas no término da guerra — e não tentavaampliá-la com o uso de força militar. Os EUA exerciam controle e predominância sobre o resto do mundo capitalista, além do hemisfério norte e oceanos.Em troca, não intervinha na zona aceita de hegemonia soviética.
Na Europa, linhas de demarcação foram traçadas. A URSS aceitou com relutância Berlim Ocidental como um enclave dentro de seu território alemão, mas não estava preparadapara lutar pela questão. A situação fora da Europa era menos definida, a não ser pelo Japão, onde os EUA desde o início estabeleceram uma ocupação completamente unilateral que excluía não só a URSS, mas qualquer outro co-beligerante. Ao contrário do que ocorrera na Europa, nem mesmo os limites da área sob futuro controle comunista podiam ser previstos, quanto mais acertados deantemão por negociações, ainda que provisórias e ambíguas. Assim, a URSS não queria muito a tomada do poder pêlos comunistas na China,* mas ela se deu assim mesmo.
Em suma, o "campo comunista" não deu sinais de expansão significativa entre a Revolução Chinesa e a década de 1970, quando a China estava fora dele. De fato, a situação mundial se tomou razoavelmente estável pouco depois da guerra,e permaneceu assim até meados da década de 1970, quando o sistema internacional e as unidades que o compunham entraram em outro período de extensa crise política e econômica.
Na verdade, na hora da decisão, ambas confiavam na moderação uma da outra, mesmo nos momentos em que se achavam oficialmente à beira da guerra, ou mesmo já nela. Coréia de 1950-3, em que os americanos se...
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