Geopolitica do petroleo no oriente medio

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  • Publicado : 25 de outubro de 2012
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Normalmente, geopolítica é uma palavra associada aos assuntos que envolvem relações internacionais, acordos diplomáticos e toda espécie de conflito entre países, culturas ou disputas territoriais. É muito comum as pessoas entenderem geopolítica com uma síntese dos acontecimentos atuais de nossa sociedade. Essas definições estão muito vinculadas aos meios de comunicação, mas o conceito degeopolítica e a sua distinção em relação à geografia política ainda é motivo de debates entre cientistas sociais de diversas áreas de conhecimento.
a geopolítica é considerada como uma frente teórica que compreende o território e as suas nuances políticas, não apenas no plano externo como também nas questões internas a um determinado Estado-nação.
Em setembro de 2004, em face dos evidentes sinais dodescontrole dos preços do petróleo no mercado mundial, as mais importantes autoridades econômicas e financeiras do mundo ( nos referimos aos Estados Unidos, Japão e União Européia – doravante UE) apressaram-se a expor, em público, sua confiança na ordem econômica e nas perspectivas de crescimento mundial. Coube a Claude Mandil, diretor da Agência Internacional de Energia, declarar que o “mercadointernacional de petróleo encontra-se suficientemente abastecido”, podendo, portanto, resistir ao impacto dos preços do barril do “cru”.
Enquanto isso o ministro do petróleo da Arábia Saudita, Ali al Naimi, anunciava que seu país estava disposto a elevar a produção em 30%... em dois anos, chegando a 14 milhões de barris/dia. Por sua vez Ahmad Fahd al Ahmad, ministro do Kwait, prognosticava – semnenhuma evidência histórica, como veremos a seguir – que os preços cairíam, em especial após as eleições americanas de 2 de novembro (de 2004).
Várias autoridades mundiais, entretanto, apresentavam-se bem menos otimistas, particularmente quando, em 12 de outubro de 2004 o barril do cru tipo Brent, negociado em Londres, ultrapassa a “barreira psicológica”dos U$50,00. Os setores dependentes do petróleo(e derivados) mais ligados à produção, como a pesca, os transportes de mercadoria e a aviação civil apresentavam sinais evidentes de nervosismo. No interior da União Européia os setores sensíveis, em particular os transportes, apresentavam-se, conforme assinala o comissariado europeu, com um caráter crítico.
Mesmo figuras marcadas pela discrição e muito pouco dadas a críticas públicas, como oprimeiro presidente do Banco Central da UE advertem para a iminência de uma crise. Em meio a uma imensa onda de rumores, o presidente da OPEP, Purmono Yusgiantoro (da Indonésia) declara – contrariando seu colega saudita - que não estavam programados novos aumentos da produção de petróleo, visando controlar os preços, visto que o descontrole atual derivaria de razões estranhas à própria economia dopetróleo.
Aqui reside um ponto fundamental e bastante controverso: a alto dos preços (mais de 70% em relação ao mesmo período de 2003) seria decorrente de fatores externos à economia do petróleo – como o conflito no Iraque (e depois aos efeitos do Katrina) ou estariam inscritas suas causas na própria estrutura de exploração e industrialização do combustível fóssil ?
As actuais necessidadesenergéticas da economia mundial são satisfeitas
maioritariamente pelo uso de energias não renováveis. Mais precisamente, 90% da
energia consumida a nível mundial vem do consumo de combustíveis fósseis
1
(ver
Gráfico 1). Os três principais combustíveis fósseis são o petróleo, o carvão e o gás
natural. Estes combustíveis são as principais fontes de energia, tanto nos países
industrializados,como nos países em vias de industrialização, nomeadamente no sector
dos transportes rodoviários.
Embora os países desenvolvidos do Norte tenham apenas 20% da população mundial,
consomem a esmagadora maioria da energia a nível global (Gráfico 2). Apesar deste
maior consumo, os países do Norte têm cada vez maior consciência da necessidade de
conservar os recursos energéticos, em...
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