Gatos,

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  • Publicado : 25 de julho de 2013
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ANTROPOLOGIA, HISTÓRIA, BRUXAS E GATOS¹.

Maiton Silva²
Marcelo Pons
Leonardo Peter








Resumo












































Introdução

No conteúdo desta análise buscamos traçar a relação entre as ciências Antropologia e História. Nosso foco é mais de caráterantropológico onde se tem tornado cada vez mais interdisciplinar entre os historiadores que se debruçam sobre a perspectiva de uma antropologia histórica. Portanto, será dividida em cinco partes, primeira uma descrição dos conceitos antropológicos que se desenvolveram durante a História: Evolucionismo, Funcionalismo e Estruturalismo. Apartir deste apanhado da História da Antropologia, doistextos serão discutidos de forma a mostrar seus paralelos místicos em um contexto antropológico, que serão a segunda e a terceira parte. Estes são o de Robert Darnton, “O grande massacre de gatos, e outros episódios da história cultural francesa” (1986), destacando o capitulo 2, “Os trabalhadores se revoltam: O grande massacre de gatos da rua Saint-Severin”, que demonstra a importância de se ter umentendimento antropológico sobre os instrumentos ou meios usados na ação histórica. E o de Sônia Weidner Maluf, “Encontros noturnos: bruxas e bruxarias na Lagoa da Conceição” (1993), onde trabalhamos sobre dois capítulos de sua obra: Capitulo 2, “Das Narrativas sobre as Bruxas”, e o capítulo 3 “Sobre o Mundo das Bruxas: A Bruxaria como Cosmologia”, que evidencia uma forma de organização socialmovidas por crenças e rituais que mantêm-se durante a história dessa comunidade, regrando a busca de igualdade de gênero. Estes dois textos serão usados no intuito para melhor ilustrar nosso objetivo de demonstrar a importância da interpretação antropológica frente à História, onde “uma abre o leque das sociedades humanas no tempo, a outra, no espaço”, unindo o tempo ao espaço desfazendo-se a ideiade que uma ou outra tem menor valor. Na quarta parte será feito um confronto dos dois textos, mostrando seu lado antropológico e histórico. E por último o desenvolvimento de nossa conclusão.












Parte 1

O desconhecido sempre aguçou nossa curiosidade por ser algo novo, que deve ser desbravado. Este sentimento despertou nos europeus, no século XVIII, através do colonialismoe do contato com diferentes culturas e costumes. Apartir disto, a Antropologia ingressou em um processo de formação, de reconhecimento como uma área das ciências humanas, surgindo de sua maturação concepções e perspectivas de “enxergar” o outro de forma adequada dentro de seu contexto social e cultural.
Neste processo, a Antropologia social surgiu de duas vertentes distintas: o evolucionismo e ofuncionalismo, ligados aos nomes respectivamente de Sir James Frazer e Bronislaw Malinowski. O primeiro de visão discriminadora, ligado ao Darwinismo social e o etnocentrismo, onde os europeus colonizadores adornados destes conceitos assolaram culturas distintas. Eram parecidos com colecionadores de museus e seus métodos partiam de comparações de costumes com costumes ao invés de seremcomparados com seu contexto social, enraizando os preceitos europeus, visto que as sociedades se desenvolviam de forma linear, relacionando essa parte ao determinismo, criando ao fim uma familiaridade, determinado pela redução espacial, numa unidade temporal. Por fim, os evolucionistas desejavam criar uma história da humanidade, onde tudo era classificado.
No entanto, o funcionalismo compreendia tudocomo um sistema integrado de relações sociais, num sentido funcional seja econômico, cultural ou religioso, por meio da relativização antropológica. Compreendia as esferas de um sistema social “como algo que (a) Não tem restos, pois ali tudo desempenha um papel; (b) onde tudo tem um sentido não seja facilmente localizável; (c) que o sentido de um costume, hábito social ou instituição tem que ser...
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