Gastrectomia

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  • Publicado : 21 de novembro de 2012
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1. INTRODUÇÃO
O trato gastrointestinal é um trajeto com 6,9 a 7,8 metros de comprimento que se estende desde a boca, passando pelo esôfago, estômago, intestinos delgado e grosso e reto, até a estrutura terminal, o ânus.
A Cirurgia gastrintestinal é a parte do processo terapêutico em que o cirurgião realiza uma intervenção manual ou instrumental no estômago e/ou no intestino uma vezque gastrintestinal é relativo a estômago e ao intestino. A gastroplastia tem sido cada vez mais indicada no tratamento de obesos mórbidos, pacientes nos quais podemos identificar alteração pronunciada de volumes e capacidades pulmonares.
Geralmente pacientes em período pós cirurgia gastrintestinal precisam de assistência em UTI devido às múltiplas complicações potenciais que possam ocorrerpela complexidade da cirurgia e dos fatores de risco inerentes ao paciente por isso a necessidade da presença do enfermeiro para que este fique atento às complicações imediatas como distensão abdominal, obstrução intestinal, hemorragias e outras. Além disto, avaliação quanto à ocorrência de complicações cirúrgicas gerais, tais como: choque, problemas pulmonares, trombose e outras intervenções asquais serão melhor abordadas no decorrer do trabalho.
















2. GASTRECTOMIA

Consiste na retirada total ou parcial do estômago resultando em conseqüências nutricionais, agudas ou crônicas, perfeitamente prognosticáveis, mas nem sempre ponderadas na terapia pós-operatória. O objetivo é rever as participações mecânicas e químicas do estômago no aproveitamento donutriente dietético, e as conseqüências nutricionais da gastrectomia. A deficiência energética, com conseqüente perda de peso, acompanha inversamente o volume gástrico remanescente e o tempo pós-operatório; tem a anorexia e diarréia (má absorção) como principais causas, sendo a primeira decorrente de fatores emocionais ou de mediadores químicos de ação hipotalâmica. A diarréia pode ser decorrente damaior motilidade ou do supercrescimento bacteriano intestinal, com o agravante da insuficiência pancreática exócrina e maior esvaziamento da vesícula biliar. A má absorção traz conseqüências não apenas energética-protéica com a perda fecal de gordura e nitrogênio, como também vitamínico-mineral pelo menor aproveitamento da vitamina D e cálcio dietéticos. A anemia verificada no gastrectomizado éconseqüente à diminuição da produção de HCl (e menor solubilização do ferro) e do fator intrínseco (com menor absorção da vitamina B12). É realizada para tratamento do câncer do estômago.
As contraindicações mais comuns são: Função cardiopulmonar comprometida, desnutrição severa, invasão pelo tumor de grandes vasos sangüíneos, doença metastática à distância.

2.1 PROCEDIMENTO

Avia de acesso ao estômago pode ser feita através de videolaparoscopia (cirurgia realizada através de pequenos orifícios com o auxílio de uma câmera de vídeo e instrumentos especiais) ou cirurgia aberta. A primeira opção parece ser menos agressiva e permite uma recuperação mais rápida, mas a retirada de gânglios normalmente não é tão minuciosa. O tratamento consiste na retirada cirúrgica total ouparcial do estômago, de um avental de gordura preso ao estômago chamado “epiplon” ou “omento” e dos linfonodos (gânglios linfáticos) ao seu redor. Estes linfonodos também são encontrados ao redor das artérias que levam sangue até o estômago, fígado e baço. Como podem estar afetados pela doença, devem também ser retirados (linfadenectomia radical D2). A extensão de estômago que precisa se removidadepende da localização do tumor. Tumores no antro normalmente são tratados com retirada parcial do estômago (gastrectomia parcial ou subtotal). Os de corpo, fundo e cárdia requerem a retirada completa do órgão (gastrectomia total). Se houver invasão direta de outros órgãos ao redor do estômago (fígado, pâncreas e baço, principalmente) é possível retirar a parte acometida destes órgãos “em bloco”...
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