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 Apresentação
A renda executada no Município de Divina Pastora, Estado de Sergipe, é conhecida como Renda Irlandesa ou ponto de Irlanda. Criada na Europa, possivelmente no Norte da Itália, por volta dos séculos XVI ou XVII, ela foi preservada nos conventos da Irlanda, de onde se difundiu para diversas partes do mundo. No Brasil, ela é executada hávárias gerações pelas artesãs sergipanas e faz parte do seu patrimônio cultural.






















Objetivos
*Conhecer a origem da Renda Irlandesa;
*Conhecer a técnica e o artesanato;
*Divulgar a Renda Irlandesa.























A Renda Irlandesa(Divina Pastora/Se)
A História
A história da Renda Irlandesa começa muito antes do que imaginam as rendeiras que difundiram essa técnica na cidade, seus primeiros registros datam do século XV. Quando o bordado estava se tornando repetitivo, houve inovação por parte das artesãs medievais, que começaram a alterar a forma de fazê-los,levando á descoberta da renda de agulha. Foi na Itália que surgiu, além de outras rendas, a Irlandesa, que apesar de ser assim chamada foi repassada pelas missionárias da Itália, ás missionárias da Irlanda, que posteriormente chegaram ao Brasil e difundiram a técnica em Divina Pastora.
A chegada da Renda Irlandesa em Sergipe na época da decadência do ciclo da cana, as mulheres que trabalhavam noscanaviais foram para as casas dos senhores de engenho. Como forma de aproveitar a mão-de-obra excedente que não cabia nos afazeres domésticos, essas mulheres aprendiam com as sinhas o bordado estrangeiro. As sinhas, por sua vez, aprenderam a renda com freiras dos conventos europeus. O nome Irlanda vem da nacionalidade das freiras, que eram em sua maioria vindas da Irlanda. O foco em Divina Pastorase explica pelo fato de o local ter um importante pólo de produção de cana-de- açúcar, juntamente ás cidades do vale do Cotinguiba.
Além de Divina Pastora, outras sete cidades mantêm pequenos grupos de rendeiras. Todos, entretanto guardam relações com as tradições do município. Dona Sinhá, Marocas e dina são consideradas as matriarcas da Renda Irlandesa em Sergipe, tendo propagado entre asnovas gerações através da matriz oral. Em 2000, um grupo de rendeiras de Divina Pastora criou a Associação para o Desenvolvimento da Renda Irlandesa (Asderen), ponto de partida para o reconhecimento do bordado como Patrimônio Cultural, em 2008.
Em 2013, registro de Patrimônio Cultural completa cinco anos
Ao completar cinco anos de registro como patrimônio cultural do Brasil em 2013, aRenda Irlandesa se mantém como marca das tradições sergipanas e potencial de projeção internacional. Segundo dados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), as raízes do bordado remontam á época do Brasil Colônia, e em Sergipe encontram em Divina Pastora seu foco principal. Para manter vivo o conhecimento, rendeiras, Iphan e instituições de apoio investem em oficinas parainstrução de novas bordadeiras, além de noções de compreendedorismo.
De acordo com Rosângela Barreto, técnica em educação do Iphan, a Renda Irlandesa tem ganhado novos usos e estilos de acordo com a criatividade das rendeiras. “Historicamente, a Renda era utilizada nos enxovais das casas nobres. Hoje ela já é empregada em peças de vestidos de noiva, além de roupas de cama e mesa. É o que nóschamamos de uso recente da Renda”, diz.
Para a técnica em educação, a difusão da Renda Irlandesa foi facilitada pela inserção das rendeiras em grandes eventos. ‘’ A participação em exposições, feiras e oficinas faz com que elas ganhem contatos e autoconfiança em seu trabalho. As próprias rendeiras têm ganhado cada vez mais autonomia, ficando responsáveis pela divulgação e distribuição dos...
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