Filosofia

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A DIGNIDADE DO HOMEM
GIOVANNI PICO DELLA MIRANDOLA











2012

RESENHA SOBRE A DIGNIDADE DO HOMEM
Nosso trabalho procurou abordar o tema da dignidade do homem, onde o autor parte de ideias já consolidadas sobre o tema, buscando e aprimorando seus conhecimentos através de argumentos orientais e ocidentais que o homem é um ser digno. Iremos abordar indagaçõesque ele faz no livro como: por qual razão seria o homem um grande milagre? Pelos seus sentidos agudos? Pelo poder da sua razão? Por ser soberano das criaturas inferiores? Por que os seres humanos deveriam ser mais admirados, por exemplo, que os anjos? Assim mostraremos a busca pela felicidade como ser o que se quer.



Giovanni Pico nasceu em Mirandola, norte da Itália, em 24 de fevereiro de1463, e faleceu em Florença, também na Itália, em 17 de novembro de 1496, muito dedicado à filosofia, intelectual, morreu cedo. Nascido em família nobre, foi estudar Direito Canônico, mas depois de dois anos percebeu que sua vocação não era para tal e sim que queria ser filósofo. Estudou muito, leu vários clássicos gregos e latinos. Em 1480 e 1482, residiu em Pádua, onde tomou contato com opensamento escolástico e sua forte influência aristotélica. Tempos depois lançou sua primeira tese e principal, o acordo (concórdia) baseado em seus conhecimentos platônicos.
A obra Discurso sobre a dignidade do homem, é a mais conhecida e que melhor contém suas teses. A dignidade humana é hoje um princípio jurídico, encontrando-se protegida como norma nas Constituições das nações civilizadas, a normade sentido: devemos compreender o que é o homem e por qual razão ele possui uma dignidade que deve ser sociamente protegida. Para isso nos baseamos na filosofia. Aqui mais específico ao fundamento de Giovanni Pico.Filósofos antigos e medievais já haviam se preocupado com a questão do homem e do seu valor. Dizia Sócrates, a alma faz do homem um ser consciente e inteligente, dotando-o também de umagrande responsabilidade: a de cuidar de si mesmo, a de buscar uma vida em conformidade com o conhecimento, mantendo sua alma sempre em boas condições. O cultivo da alma, da inteligência, que ocorre por meio da ciência, é a arte humana, aquilo que torna o homem um ser único quanto aos demais seres que com ele coexistem no mundo.
Giovanni Pico inicia seu Discurso quando leu em escritos árabes que,tendo sido perguntado sobre qual seria o espetáculo mais maravilhoso do mundo, Abdala Sarraceno teria respondido: o homem. E ele afirma isso na frase atribuída a Hermes, “Grande milagre, ó Asclépio, é o homem”.
Segundo Pico, inspirado em Platão, narrando assim um mito, diz que após a construção do mundo, Deus desejou que houvesse nele um ser “capaz de compreender a razão de uma obra tãogrande”. Por isso, após tudo criar, pensou em criar também o homem. Dos arquétipos utilizados para a modelação das criaturas, porém, nada havia sobrado. Os lugares do universo também já estavam todos ocupados. Como então poderia ser feito o homem? E qual seria a sua posição no cosmos? Não seria compatível com a inteligência divina desistir da proposta, nem deixar de se superar para realizá-la. A soluçãoencontrada por Deus foi a seguinte: como não podia oferecer ao homem mais nada específico, determinou que a ele “fosse comum tudo o que tinha sido parcelarmente dado aos outros” (p. 51). O homem foi criado, assim, como ser de “natureza indefinida” e colocado “no meio do mundo” (p. 51). Não possuindo, portanto, uma “natureza”, uma essência definida e imutável. Sua natureza, indefinida, carece aindade uma definição, de uma determinação. Para realizar a si mesmo, para se determinar, o homem foi colocado no centro do mundo, ou seja, em uma posição que lhe permite buscar o mais adequado para definir sua própria essência. O trecho a seguir mostra como Pico imaginou DEUS olhando para Adão e diz:
“Não te fizemos celeste nem terreno, nem mortal
nem imortal, a fim de que tu, árbitro e...
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