Filosofia

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  • Publicado : 1 de março de 2012
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Introdução  

Você já parou para se perguntar o que realmente significa o termo Filosofia? Claro que já ouvi que Filosofia significa amor ao conhecimento. Mas, além disso, o que você sabe? Na verdade, a Filosofia é a decisão de não aceitar como óbvias e evidentes as coisas, as ideias, os fatos, as situações, os valores, os comportamentos de nossa existência cotidiana; jamais aceitá-los semantes havê-los investigado e compreendido.  
A palavra filosofia tem origem grega. É isso o que explica o professor Edilson Pantoja que é professor de Filosofia na cidade de Belém, no Pará.  A palavra Filosofia é formada a partir da junção dos termos philia e sophia, o que nos dá em português algo como amizade pela sabedoria, amor pelo conhecimento. Interessante, não? E se pensarmos que amar implicabuscar (por exemplo: quando vocês ficam a fim de alguém, não buscam conquistá-lo (a) e mantê-lo (a) conquistado (a)?), então teremos que a coisa chamada Filosofia é, enquanto “amor pelo conhecimento”, uma busca pelo conhecimento. 
E embora não sirva como definição completa da Filosofia, esta imagem é realmente interessante! Ela nos dá alguma noção da natureza da Filosofia e do filosofar. Ela nosdiz que filosofar é buscar conhecimento. Mas, observem: apesar da imagem nos dar uma noção bacana, ela não diz tudo o que a filosofia realmente é. Pois buscar o conhecimento não significa buscar qualquer conhecimento. Assim como as garotas sonham encontrar um dia o seu “príncipe encantado”, isto é, assim como elas têm um ideal do cara perfeito, e de olho nesse ideal descartam os carinhas abusados,os “lisos”, os malandros, etc., ou seja, aqueles que não se encaixam no perfil ideal, também a filosofia tem um ideal de conhecimento. O conhecimento que a filosofia busca é apenas o conhecimento racional: aquele que satisfaça as exigências da razão.  
Pois é, assim como as garotas são exigentes, a razão, faculdade responsável em nós pelo ato de pensar e conhecer criticamente, também é um bocadoexigente. Ela não aceita qualquer verdade sem, antes, examinar criteriosamente. Faculdade profundamente crítica, a razão primeiro desconfia. Ela submete as verdades a rigoroso teste: o teste da dúvida. E só toma algo como verdadeiro se este algo passar no teste. Passar no teste significa satisfazer a todos os princípios racionais. Assim, se alguma verdade não passa no teste ou se se recusa afazê-lo, é descartada como falsa ou dogmática.  
Exemplos de “verdades” que costumam não passar no teste ou se recusam a fazê-lo: aquelas cujo fundamento exclusivo é a fé, os sentidos, o hábito, a não-reflexão. As verdades que recusam submeter-se ao teste da razão são denominadas dogmáticas. Um dogma é, pois, uma verdade concebida como absoluta, inquestionável. É próprio de todo dogma desejar ainércia, a morte do pensamento crítico.  
Todo dogma se constitui adversário do pensamento racional. Por sua vez, as filosofias, na medida que criticam a pretensão de verdade contida naquelas visões de mundo, deseja também se constituir como visão de mundo, como palavra mais autorizada e verdadeira, porque racional, da realidade. E nisto há outro sério risco para o pensamento. É que a mesma vontade deverdade que alimenta a busca filosófica, contém, simultaneamente, uma vontade de domínio: cada filósofo elabora sua filosofia com a pretensão de que ela, por ser verdadeira, encerre a discussão sobre o assunto ali tratado. Pretende que ela seja a última palavra sobre o assunto. E assim, tal filosofia, que se originou com base num diálogo travado com filosofias que lhe antecederam, visa não apenascriticá-las, mas, no fim, superá-las. Aquele diálogo é, pois, expressão de um jogo de forças.  
Ora, é justamente nesta vontade de domínio, importantíssima para o progresso do pensamento, que se oculta o maior risco para o pensamento filosófico. É o que pode levá-lo a também se tornar dogmático, isto é, a ser anti-filosófico. 
Contudo, embora a Filosofia (com “F” maiúsculo) se constitua com...
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