Filosofia de heidegger

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Este trabalho busca o entendimento do pensamento de Heidegger, partindo do texto “Ser e tempo” de Benedito Nunes, explicitando aspectos particulares dos fundamentos da existência humana como: Dasein, linguagem e temporalidade aproximando de sua ontologia fundamental na tentativa de desvelamento do ser, retomando a questão do sentido deste ser esquecido pelo pensamento filosófico ocidental, onde acrítica a sociedade moderna no desejo de transcender esta subjetividade existencial é também um dos focos de sua obra.







Palavras- chaves: Dasein, linguagem e temporalidade.






















Sumário



1. INTRODUÇÃO 4

2. Dasein, Linguagem e Temporalidade 5

3. Conclusão 7































1.INTRODUÇÃO



O pensamento de Heidegger leva-nos a reflexão da necessidade da questão do sentido do ser; partindo de uma ontologia fundamental, pois como afirma Dubois (2004, p. 14) “O que significa ser? Se colocarmos a questão deste modo, não apenas não saberemos em que nos agarrar para respondê-la, mas a própria questão pode parecer a mais vazia e mais fútil, sequer mesmo uma questão”. O princípio dosurgimento da questão do ser nasceu na Grécia antiga e logo em seguida foi esquecida, perpetuando este esquecimento pela tradição filosófica ocidental na história. Heidegger faz uma severa crítica desta situação numa época em que a tecnologia se manifesta com tanta força que esquece aspectos particulares da existência humana numa dimensão essencial, possibilitando elucidar a questão do que somosnós seres humanos. Heidegger parte de uma especulação ontológica para tentar solucionar o problema da questão do ser. A dificuldade em trazer a tona este ser tão entificado subjetivamente é muitas vezes deturpada pelo uso inconveniente da linguagem perdendo a autenticidade deslocando o mesmo do seu próprio mundo por situá-lo em dimensões temporais onde este tempo é o próprio Dasein ser.2. Dasein, Linguagem e Temporalidade



Na tentativa de ultrapassar o ser da subjetividade moderna no que se refere a sua existência inautêntica Heidegger analisou de perto a sociedade em questão; Pois um dos grandes dramas da modernidade foi à alienação do trabalhador em relação à atividade realizada, onde o operário alienou o fruto do seu trabalho aocapitalista transformando em mercadoria o que deveria significar o fundamento mais importante de sua vida, sua identidade na existência humana seu ser. Porém DUBOIS faz um questionamento: quem é ele, este ente que responderá à questão do sentido do ser porque, imediatamente, sendo, a ela responde? Nós mesmos, diz Heidegger (SuZ, p. 7; ST I, p. 33) “Este ente que a cada vez nós mesmos somos e quepossui, entre outras possibilidades de ser, a de questionar, nós fixamos terminologicamente como Dasein”. Sendo assim o Dasein surge como aquele que vai responder pela questão do ser como mostra Nunes (2002, p. 13) Para ele, existir é interpretar- se. E interpretar-se é questionar-se. Porém no questionar-se está em jogo a questão do ser. Por isso, insiste Heidegger em dizer-nos que este ente quenós mesmos somos, o Dasein, é aquele que, em virtude de seu próprio ser, tem a possibilidade de colocar questões. Porém por outro lado vamos encontrar um grande problema quando nos referimos à linguagem. Os conceitos, outra herança da tradição filosófica ocidental que muitas vezes na tentativa de criar uma forma de transmitir o significado de alguma coisa acaba por trazer uma idéia inautêntica doobjeto, acabam afastando-o de sua essência. Sendo assim, a definição conceitual do objeto vai tomando ou tornando dimensões da visão analítica do observador, limitando-o a sua visão. Agora se relacionarmos a compreensão de temporalidade utilizando a linguagem, entraremos em outra problematização, pois conceitos, como passado, presente e futuro, acabam se tornado dimensões extáticas que não...
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