Filme a vida dos outros

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  • Publicado : 7 de fevereiro de 2013
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Filme alemão de 2006, chamado Das leben der anderen/A vida dos outros.  Apenas conhecido em Portugal em 2007. Filme que retrata uma sociedade totalitária. Não uma sociedade totalitária qualquer, mas sim a da RDA, já no período do final da mesma, nos anos 80 do século 20.
O filme pode e deve ser interpretado como uma critica ao socialismo real (também conhecido como comunismo…), mas deverá sertambém analisado quanto à uma série de infrações aos direitos da pessoa humana.
A narrrativa do filme nos mostra que antes da queda do muro de Berlim a polícia secreta alemã fazia escutas sobre os seus cidadãos. Quais os pretextos para tal? Quase nenhum ou em alternativa pretextos inventados, apenas movidos pelo desejo de uma qualquer pessoa dentro do sistema, e não da lei vigente na terra eaplicável a todos.

Um agente da polícia secreta – da Stasi - ao conduzir uma escuta sobre um escritor alemão e sobre a sua namorada, atriz de cinema, fica obcecado com isso, com “a vida dos outros”, sendo que os outros poderiam também ser metaforicamente considerados como “a população”. O agente Gerd Wiesler recebe a tarefa de montar uma específica operação de escutas electrónicas visandoconfirmar a traição (hipotética) do dramaturgo Dreyman. Infringindo a liberdade à intimidade do cidadão.

Isto é o objectivo “oficial” , o objectivo oficioso é também a lógica distorcida para aquele sistema e os desejos pessoais , a prepotência, o nepotismo e a corrupção do ministro Hempf que quer ter para si e coagir  a acrtiz estrela do teatro alemão a manter relações carnais com o mesmo. Ahistória é simples ao nível do argumento e linear, mas o realizador do filme insere a política, como um dos elementos motivadores do triangulo, mas querendo com isso mostrar outras coisas, entre elas a censura inerente ao regime, a intensa corrupção burocrática do mesmo e às restrições as liberdades e garantias da pessoa humana
O agente da Stasi, Wiesler, é-nos apresentado estando a dar cursos deformação de futuros agentes da Stasi. Está numa sala com alunos e explica-lhes porque é que no filme que lhes está a mostrar, onde se vê um opositor ao regime a ser interrogado este está a mentir. Através de técnicas de interrogação duras. Percebe-se que o Regime obtém seus depoimentos sob tortura das testemunhas e detidos. A cena de interrogatório é objectivamente de uma violência psicológicatremenda sobre o interrogado.

Um dos alunos interrompe-o e diz algo como” mas isso não é muito duro?”. Sem se perturbar, Wiesler vai explicar que não, mas ao mesmo tempo que o faz, marca uma cruz no nome do aluno, no papel que tinha à sua frente, e onde estavam os nomes de todos os alunos. Era uma má classificação para esse aluno. Infere-se então uma a nítida falta de liberdade de pensamento e deliberdade de opinião.

Em outra cena,  quando se dirige com a sua equipa da Stasi a casa do Dreyman, para instalar os microfones, a vizinha da frente de Dreyman, nota a agitação. Prudentemente,olha pelo óculo da porta, não abrindo a porta. Wiesler dada a sua eficácia e sensibilidade para este tipo de coisas, percebe o facto e toca á porta.
A senhora abre e Wiesler imediatamente lhe diz paraestar calada e não mencionar a ninguém o que acabou de ver, tratando a senhora pelo nome dela, e insinuando de uma forma terrível, que a filha dela poderá ter problemas no acesso à Universidade de medicina, caso desobedeça aquela ordem. O agente coage e ameaça a testemunha, além de ter acesso à informações de carater pessoal da vizinha.
Este é o protótipo do funcionário burocrático, destituído desentimentos e apenas eficácia. Wiesler está convencido que Dreyman é um subversivo em relação ao Estado e que mais tarde ou mais cedo o apanhará nas escutas.

Á medida que vai escutando Wiesler altera-se e começa a perceber o drama da vida de Dreyman e toda a lógica de corrupção em que está metido. Percebe que Dreyman é alguém genuinamente “bom”, e não subversivo, e que são apenas os...
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