Filhos

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Pais e filhos: a importância da boa convivência!(por Jordan Augusto)
Mais do que em qualquer outra época, os conflitos entre pais e filhos estão a cada dia mais pertinentes e insuportáveis. A escola dá cultura, mas não educa (diria Içami Tiba). Cultura não é suficiente para construir valores e ideais. Isto se transmite pelos exemplos do dia a dia. Afinal, já dizia o sábio: “antes de ouvir seuconselho, verei seu exemplo”. O problema é que para se dar exemplo é necessário convivência. E quem tem tempo para isto hoje em dia? O único tutor disponível para nossos filhos 24 horas por dia é a televisão. E que tutor... A falta de convivência entre pais e filhos leva a uma formalidade e a um distanciamento comum de se ver. Alguns filhos não conseguem abraçar os pais e alguns pais não conseguemdizer “eu “te” amo, filho!”), mesmo sabendo que daria a vida por ele. O filme protagonizado por Rodrigo Santoro – Bicho de sete cabeças - sintetiza os efeitos desastrosos da falta de diálogo em família, com pais distantes da convivência sadia com os filhos. Infelizmente o distanciamento entre pais e filhos tem sido causa dos grandes desastres e tragédias sociais, pois que filhos sem orientação, semapoio, sem pais que lhes ouçam as angústias, levam para o meio social o desequilíbrio que vivem em casa. Normalmente a fuga para os próprios desajustes, hauridos - por mais paradoxal que possa parecer - no ambiente familiar, encontra refúgio ilusório nas drogas, que agravam os próprios desajustes e precipitam nossos jovens em despenhadeiros de difícil recuperação. Pais têm diversas atitudes paracom seus filhos que, às vezes, passam por atitudes amorosas mas que na verdade mostram insegurança, dúvida, ambigüidade, obrigação. Isso ocorre principalmente porque a sociedade nos educa com fortes paradigmas que estão arraigados tanto por uma educação socialmente constituída, quanto pela educação familiar, por conseguinte, reproduzimos nas nossas relações pessoais. O principal paradigma que regeas relações e está sempre presente é que: Todo pai/mãe ama seu filho/filha e vice-versa, ou seja, que: Todo filho/filha ama seu/sua pai/mãe. Parece uma verdade inquestionável. É um amor instituído, quer queira, quer não.
Ao vir ao mundo a criança já chega com esse dever e os pais, uma vez tendo escolhido desempenhar essa função social, passam a ter essa mesma obrigação, mas com um roteiro aseguir: amar, cuidar, educar (ensinar o que é certo, o que se deve ou não deve fazer) e encaminhar seus filhos na vida, sabendo o que é melhor para eles. Considerando a perspectiva acima, o ser humano é um eterno devir, ou seja, vai se construindo e construindo sua relação com o outro na vivência, na experiência do cotidiano. Ainda que se faça planos, trace metas, não há garantia de que os planosocorram exatamente como teorizados, possivelmente não acontecerão exatamente como idealizados. Porque a todo momento se está mudando de idéia, se está mudando de sentimento, tanto em relação a si próprio quanto em relação aos outros e isto acontece na relação com o outro, já que o ser humano é especialmente passível de transformação. Então não é possível saber-se pais antes de sê-lo. Parte-se do zero,pais são tão somente pessoas que tiveram filhos. Embora seja natural que os filhos discordem dos princípios dos pais durante a adolescência (que hoje ocorre assustadoramente cedo), isto não quer dizer necessariamente distanciamento. Discussões não querem dizer distanciamento!!! Aurélio Buarque de Holanda diz, dentre várias definições, que amor:é um sentimento de dedicação absoluta de um ser aoutro ser ou a uma coisa, devoção, culto, adoração; enquanto que o ódio: é a paixão que impele a causar ou desejar mal a alguém; execração, rancor, raiva, ira; aversão a pessoa, atitude, coisa, etc.; repugnância, antipatia, desprezo, repulsão. Sentimentos tão contraditórios naturalmente suscitam uma associação em que só pode estar presente um ou outro, por serem antagônicos, portanto aparentemente...
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