Fila de banco

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE XXXXXXXXX-RJ.

XXXXXXXXXXXXXX, vem por intermédio do seu advogado in fine assinada, com escritório profissional localizado no endereço constante ao rodapé desta, local onde recebem as intimações de estilo, vem à honrosa presença de Vossa Excelência, propor a presente:AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS
Em desfavor do XXXXXXXXXXXXXX, pelos fatos e fundamento a seguir expostos.
DO FATO

A autora se dirigiu até a agência do banco Requerido no dia 05/04/2013, às 13:58h (treze horas e cinqüenta e oito minutos), com intuito de fazer uma operação bancária, conforme documentos em anexo.
No entanto, teve seu anseio postergado em razão deum ato arbitrário do banco réu, permanecendo na fila por mais de 70 minutos para fosse realizado o atendimento pessoal da autora.

Fato este facilmente comprovado, conforme pode-se verificar ticket de atendimento, ora anexo, o qual aponta o horário inicial de 13:58h (treze horas e cinqüenta e oito minutos) e o horário de efetivo atendimento às 15:08h (quinze horas e oito minutos), e ohorário que terminou seu atendimento fora 15:26h (quinze horas e vinte e seis minutos).

É sabido por todos que os bancos pouco se preocupam com seus clientes, mas somente com seus crescentes e vultosos lucros, prova disso se verifica claramente, quando a Requerente deixa de cumprir seus compromissos ao ter que enfrentar a extensa fila do banco Requerido.

Desta feita, tem-se que o desprezodo banco Requerido com os consumidores que utilizam dos seus serviços, causou muitos transtornos à Requerente, que necessita ser amparada pelo judiciário.

Registra-se que, mesmo após a regulamentação da Lei estadual 4223/03, que dispõe sobre o tempo de permanência em filas de banco, estes continuam a dispor número insuficiente de funcionários por demanda de clientes, fazendo que todos osconsumidores permaneçam por período muito superior a 20 (vinte) minutos nas longas e intermináveis filas.
DA JURISPRUDÊNCIA PÁTRIA

         Importante se verificar que já houve pronunciamento do tribunal do TJ acerca de caso análogo,  in verbis:

Des. Cristina Tereza Gaulia
Relator TJRJ – 18ª CC
AP. Cív. 2008.001.57514
Rel. Des. Cristina Tereza Gaulia
RELATÓRIO
Trata-se de apelaçãocível interposta por União de Bancos Brasileiros S/A – Unibanco em face da sentença da 7ªVara Cível da capital que, na ação indenizatória ajuizada por Paulo Alcides Rocha dos Santos, julgou procedente o pedido para condenar o banco réu a pagar indenização por dano moral de R$ 1.500,00, atualizados monetariamente e acrescidos de juros legais a partir do evento danoso, bem como a arcar com as custasprocessuais e os honorários advocatícios, estes fixados em 10% sobre o valor da condenação, em razão de ter o autor, que é hipertenso e toma diariamente remédio, diurético, em data de 12.02.07, permanecido 44 minutos na fila do caixa na agência Marechal Hermes do banco-réu. A sentença refere que o autor comprovou ter estado em agência bancária do réu na data indicada; que, por outro lado, o réu nãofez prova de que utilize mecanismo de controle do tempo de permanência de seus clientes nas filas, à inteligência da Lei Estadual 4223/2003; que ocorreu portanto falha na prestação do serviço do réu, devendo ser reparado o dano causado ao autor, este decorrente da demasiada espera na fila do caixa bancário. Em suas razões de recurso o réu sustenta, em síntese, que o autor não comprovou tivessepermanecido demasiado tempo em fila da agência do banco; que o réu age dentro dos parâmetros legais visando oferecer adequado atendimento aos seus clientes; que inexistiu defeito na prestação do serviço; que outrossim inexiste dano a ser compensado. Pugna pela reforma do julgado para que seja julgado improcedente o pedido ou, ao menos, pela redução da verba indenizatória.
Em contra-razões requer...
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